ensino superior

Falta de professores e laboratórios dificultam abertura de novos cursos da UPE

Havia expectativa de implantar uma unidade acadêmica em Surubim, mas o Conselho Universitário decidiu adiar

Vanessa Araújo
Vanessa Araújo
Publicado em 26/06/2014 às 10:51
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Diante da falta de professores e servidores e de infraestrutura deficiente, com necessidade de investimento em bibliotecas e laboratórios, a Universidade de Pernambuco (UPE) não vai abrir novos cursos e câmpus no próximo ano. Havia a expectativa de implantação de uma unidade acadêmica em Surubim, no Agreste. Mas o Conselho Universitário decidiu adiar até que os atuais problemas sejam resolvidos. A precariedade dos novos câmpus, sobretudo os do interior, foi motivo de um protesto de alunos 15 dias atrás, na frente da reitoria, em Santo Amaro, área central do Recife.

“Estamos há seis meses quase sem aula porque chegamos à parte prática do curso, mas não há laboratório. Temos aula em uma escola estadual”, diz o estudante Victor Henrique, 19 anos, do curso de odontologia de Arcoverde, no Sertão. “O primeiro e o segundo período só têm aula duas vezes por semana porque as disciplinas dos outros dias estão sem professor. As aulas de bioética e sociologia, por exemplo, são ministradas por um professor de odontologia”, afirma Larissa Antunes, 18, aluna de direito da unidade de Camaragibe, no Grande Recife.

A universidade tem 1.003 docentes, número insuficiente para atender todas as graduações. “Foi aprovada uma lei, no início do ano, para criação de 280 vagas para professor, sendo 130 para este ano. Estamos aguardando posicionamento do governo”, explica o reitor da UPE, Carlos Calado.

A Secretaria de Administração informa que existe um pedido em análise para realização de concurso para docente da UPE, porém não há previsão para quando será autorizado, sobretudo por ser ano eleitoral.

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