operação tela plana II

Dono da Laser Eletro volta a ser preso por vender produtos roubados

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), este é o maior golpe do Brasil em número de vítimas lesadas e fabricantes que sofreram com ação criminosa

Do JC Online
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Publicado em 15/10/2014 às 12:04
Foto: Guga Matos/ JC Imagem
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), este é o maior golpe do Brasil em número de vítimas lesadas e fabricantes que sofreram com ação criminosa - FOTO: Foto: Guga Matos/ JC Imagem
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A Polícia Civil de Pernambuco apresentou, na manhã desta quarta-feira (15), o balanço geral da Operação Tela Plana II, deflagrada na última terça-feira (14). A Tela Plana II é um desdobramento da operação Tela Plana, desencadeada em setembro com o objetivo de apreender aparelhos televisores roubados em Minas Gerais e estavam sendo comercializadas em lojas da rede Laser Eletro no Recife e Região Metropolitana (RMR). Desta vez, a polícia apreendeu mais de 300 produtos provenientes de roubos de carga. O material apreendido está avaliado em cerca de R$ 300 mil. O sócio da rede de lojas, o chinês naturalizado brasileiro Tzeng Guo Uen, 55 anos, foi preso novamente.

De acordo com a polícia, os produtos eram adquiridos de uma distribuidora de informática, que estaria localizada em Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A empresa existe há pouco mais de um ano e só efetuou 20 vendas, todas para a Laser Eletro. As transações totalizam aproximadamente R$ 6,5 milhões.

A Laser adquiria os produtos com nota fiscal, mas a distribuidora não tinha a nota que comprovasse a aquisição através do fabricante. "A empresa foi criada exclusivamente com a finalidade de 'esquentar' a carga roubada", explicou o  titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, Osias Tibúrcio, responsável pelas investigações. O endereço informado como sede da distribuidora não existe e os proprietários não foram localizados.

No total, foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão em lojas da empresa na capital pernambucana, na RMR e no Agreste do Estado. Entre os materiais apreendidos estão 41 TV's, 281 mini system, 10 impressoras, 3 tablets, 1 home theater Blu-Ray, 5 aparelhos de DVD, 7 câmera fotográficas, 3 aparelhos de som e 4 vídeo games.

Tzeng Guo é detentor de 99% da rede de lojas Laser Eletro e é apontado pela polícia como o responsável pela compra dos produtos roubados. Ele havia sido preso na primeira operação, quando foram apreendidos 46 televisores. Guo passou apenas 13 dias detido e conseguiu hábeas corpus para responder ao processo em liberdade. "O risco dele deixar o País era iminente, então solicitamos a prisão preventiva", explicou o delegado Tibúrcio.

De acordo com a  Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), este é o maior golpe do Brasil em número de vítimas lesadas e fabricantes que sofreram com ação criminosa.

O empresário foi autuado por receptação qualificada e falsidade ideológica e encaminhado para o Centro de Triagem de Abreu e Lima (Cotel). Se condenado, pode pegar até 13 anos de prisão.

PRODUTOS DEVOLVIDOS - Após a divulgação dos números de série dos produtos roubados no site da Polícia Civil, 170 pessoas que haviam adquirido os equipamentos na Laser Eletro compareceram à Delegacia de Roubos e Furtos de Carga para devolver os produtos. A orientação da polícia é que quem adquiriu algum material na rede de lojas, confira o número de série para verificar se o produto é fruto de roubo. Nenhuma sanção deve ser aplicada aos consumidores, que foram lesados. "Além disso, eles podem entrar com uma ação de danos morais contra a empresa por terem sido lesados", explica Osias Tibúrcio.

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