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Com o aumento de quase 9% no número de homicídios, SDS troca comando das polícias civil e militar

O secretário Alessandro Carvalho reconheceu que 2014 foi um ''ano difícil'', com o aumento no número de crimes violentos letais intencionais

Do JC Online
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Publicado em 26/12/2014 às 12:18
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
O secretário Alessandro Carvalho reconheceu que 2014 foi um ''ano difícil'', com o aumento no número de crimes violentos letais intencionais - FOTO: Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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A Secretaria de Defesa Social (SDS) anunciou, na manhã desta sexta-feira (26), a troca no comando das polícias civil, militar e científica. A única corporação que foi "poupada" das mudanças foi o Corpo de Bombeiros. Na ocasião, o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, fez um balanço dos oito anos do Pacto pela Vida. Ele reconheceu que 2014 foi um "ano difícil", com o aumento de 8,73% no número de crimes violentos letais intencionais em relação a 2013, mas preferiu enaltecer os números gerais, de 2007 até 2014.

"Enfrentamos a operação padrão dos delegados por três meses e uma greve da Polícia Militar, de dois dias, além do cenário nacional do aumento da violência, inclusive no Nordeste", disse Alessandro Carvalho. Pernambuco foi o único Estado do Nordeste que conseguiu reduzir o número de homicídios de 2007 até hoje, e um dos sete do Brasil. No ranking, o Estado está atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro no que diz respeito à redução de mortes.

Em 2007, Pernambuco apresentava um número de 56 mortes por 100 mil habitantes. Esse número foi caindo gradativamente até chegar a 34,14 homicídios por 100 mil habitantes em 2013. Este ano, com o crescimento de 8,7% no número de homicídios, a taxa foi a 37,2 mortes por 100 mil habitantes.

Carvalho garantiu, entretanto, que as mudanças no comando das polícias civil, militar e científica não foram motivadas pelo ano ruim de 2014, mas deixou a entender que as paralisações dos delegados e policiais militares foram decisivas para que elas acontecessem. Vale lembrar que Carvalho permanece à frente da SDS no governo Paulo Câmara, que inicia no dia 1º de janeiro. Informações de bastidores informam que uma das "condições" que Carvalho impôs para continuar à frente da SDS foi justamente efetuar as mudanças nos comandos da PM e PC.

MUDANÇAS - No comando geral da Polícia Militar, o coronel José Carlos Pereira deixa o cargo, que passa a ser ocupado pelo tambem coronel Pereira Neto, que estava no setor de inteligência da corporação. Já na Polícia Civil, o delegado Antônio Barros, que por muito tempo comandou o Grupo de Operaçoes Especiais (GOE) e o Departamento de Crimes Patrimoniais (Depatri), assume a tropa no lugar de Osvaldo Morais. Assim como Pereira Neto, Barros estava no setor de inteligência de sua corporação. O subchefe da PCPE será o delegado Luiz Andrey, que atualmente é o diretor de Polícia da Capital e da Região Metropolitana. Andrey vai ocupar o lugar de Romano Costa.

Também haverá mudanças no comando da Polícia Científica. O atual gerente-geral da Polícia Científica, Francisco Sarmento, também deixa o cargo. No lugar dele, entra a atual gestora do Laboratório de Genética Forense, Sandra Santos.

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