Fim da bagunça

Novos pátios para reordenar feiras de Nova Descoberta, Água Fria e Afogados

Imóveis estão em construção e o primeiro deve ser inaugurado em outubro

Margarette Andrea
Margarette Andrea
Publicado em 10/09/2015 às 7:05
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Chegar motorizado ao Mercado de Nova Descoberta, na Zona Norte do Recife, não é tarefa fácil. Basta um dos muitos “donos da rua” estacionar o carro na estreita e tumultuada Avenida Nova Descoberta e o trânsito, em mão dupla, para. Depois vem a dificuldade de encontrar um local para deixar o veículo e, por fim, a de caminhar em calçadas apertadas, entre lixo e esgoto. Mas o reordenamento do comércio informal da área já começa a melhorar a situação. Ambulantes foram levados das ruas para o mercado público do bairro e até outubro vão estar organizados no novo pátio da Feira de Nova Descoberta. Espaços similares em Afogados e em Água Fria, nas Zonas Oeste e Norte, respectivamente, também devem ser entregues até novembro.

“Cadastramos todos os feirantes que atuam no Mercado de Nova Descoberta, reduzimos o número de bancas de cada um (havia alguns com 14) e trouxemos o pessoal que atuava nas calçadas para dentro até que a obra seja concluída. Lá, haverá espaço para todos”, explica o secretário de Mobilidade e Controle Urbano do Recife (Semoc), João Braga. Por enquanto, o cenário é de degradação, desordem e sujeira. “Vamos reordenar o mercado também e a área de frente onde a feira funciona passará a ser estacionamento”, informa o gestor. “Conversamos ainda com os comerciantes formais e esta semana vamos implantar uma nova sinalização com locais e horários específicos (das 12h às 16h) para carga e descarga, a fim de melhorar o trânsito”, complementa Braga. 

Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Mercado de Afogados - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Mercado de Afogados - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Mercado de Afogados - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Mercado de Afogados - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Mercado de Afogados - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Mercado de Afogados - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Mercado de Afogados - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Mercado de Afogados - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Mercado de Água Fria - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Mercado de Água Fria - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Mercado de Água Fria - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Mercado de Nova Descoberta - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Mercado de Nova Descoberta - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Mercado de Nova Descoberta - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Mercado de Nova Descoberta - Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Doze imóveis comerciais construídos sobre o Canal de Nova Descoberta serão demolidos e os proprietários passarão a atuar em novos boxes instalados no pátio. “Infelizmente, temos que ir. Minha avó construiu isso aqui com minha mãe, há 30 anos. Alaga quando chove, mas o espaço é melhor”, diz Karla Galdino, 28, proprietária de um salão de beleza a ser destruído. Além dos 12 boxes, haverá 155 bancas no espaço, que será coberto com telha isotérmica. A estrutura fica ao lado do mercado. 

O pátio da Feira de Água Fria também está com as obras em fase de conclusão. Funcionará no prédio do antigo Cine Império, na Avenida Beberibe, com 155 bancas de feira e 36 boxes, divididos entre sulanca (11) e alimentação (25). O espaço vai abrigar feirantes que atuavam nas calçadas da avenida e foram realocados em janeiro de 2013 em ruas do entorno (com graves problemas de circulação e higiene), além de comerciantes que construíram barracos de madeira ao lado da estrutura de alvenaria do pátio. As construções serão removidas para dar espaço a um estacionamento.

Já o pátio da Feira de Afogados – na Rua João Carlos Guimarães, a poucos metros do atual – vai abrigar 125 ambulantes que ocupavam as calçadas da Estrada dos Remédios e foram “imprensados” na Rua do Acre, ao lado do mercado, além de 308 feirantes lotados no atual pátio, que está bastante degradado e será reconstruído. “Já temos garantidos R$ 4,5 milhões do governo federal e R$ 500 mil do município para execução dessa obra”, assegura João Braga. “Quando estiver pronto, os feirantes retornam ao local. Depois, estudaremos a destinação do pátio provisório”.

No local também haverá mudanças no trânsito. “Quem sair da Imbiribeira deverá ter acesso direto ao lugar pela Estrada dos Remédios”, adianta o secretário. Entre os feirantes, o medo é de sair e não voltar mais. Alguns reclamam de terem de compartilhar o espaço com os ambulantes, outros temem ser separados. “Quando chove, dá água na canela, então é bom irmos para outro espaço. Mas todos juntos, porque isso garante o movimento”, sugere Maria Angélica dos Santos, 40, que atua na Rua do Acre. 

Outra obra para reordenamento do espaço público que está em andamento e vem se arrastando desde maio de 2014 é a requalificação do Cais de Santa Rita, para onde irão os comerciantes do entorno do Mercado de São José. Além de quase 600 boxes, estão previstos no projeto arquitetônico um edifício-garagem e a reestruturação do Mercado das Flores. “Faltou dinheiro, mas devemos concluir as intervenções em fevereiro”, diz Braga. A ideia é inaugurar o novo espaço com os quatro prédios anexos ao Mercado de São José (estão em obras) que serão ocupados por 110 comerciantes de ervas medicinais, produtos naturais, frios e bombonieres que atuam de forma desordenada no entorno do histórico prédio, dificultando a mobilidade na área.


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