Segurança

Regras, fiscalização e fardamento para barqueiros do Recife Antigo

Os barqueiros que fazem a travessia do Marco Zero para o Parque de Esculturas foram cadastrados para trabalhar naquela área, com número de identificação, horário pré-determinado, fardamento e normas de segurança

Da Editoria de Cidades
Da Editoria de Cidades
Publicado em 10/09/2015 às 10:57
Foto: Antônio Tenório/ PCR
Os barqueiros que fazem a travessia do Marco Zero para o Parque de Esculturas foram cadastrados para trabalhar naquela área, com número de identificação, horário pré-determinado, fardamento e normas de segurança - FOTO: Foto: Antônio Tenório/ PCR
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Os recifenses e visitantes terão, a partir desta quinta-feira (10), uma travessia mais segura do Marco Zero para o Parque de Esculturas, no Recife Antigo. Após serem cadastrados pela Capitania dos Portos, os 10 barqueiros que trabalham no local receberam fardamentos e crachás, em uma ação das secretarias de Turismo e Lazer e Mobilidade e Controle Urbano, da Prefeitura do Recife.


Além disso, as grades que dão acesso ao embarque ganharam uma placa com normas de segurança para a travessia. Entre outras informações, o escrito traz o horário determinado pela Capitania dos Portos para a circulação dos barcos, que é das 7h às 17h, além de comunicar que todas os barcos devem dispor de nove coletes salva-vidas, sendo pelo menos um para crianças de até doze anos.

A placa informa ainda as normas com relação à capacidade das embarcações. Segundo a Capitania dos Portos, os barcos podem transportar até cinco passageiros e quatro bicicletas, além do condutor, ou o condutor e sete passageiros sem as respectivas magrelas. 

Os barcos também foram numerados para que a população possa denunciar eventuais irregularidades para a Capitania dos Portos, atravé do número (81) 3424-7111. As infrações previstas por lei incluem o excesso de passageiros e/ou carga e a ingestão de álcool pelos barqueiros. As multas variam de R$ 40 a R$ 3 mil. A Capitania dos Portos fiscaliza diariamente a atuação dos barqueiros.

Segundo o também barqueiro Ezequias do Nascimento, a Ciclofaixa de Turismo e Lazer aumentou a procura pelos barcos e transformou o domingo no dia mais útil da semana. "Sou filho de pescador. Cresci na maré. Nunca vi isso aqui tão movimentado", celebra. "Nosso serviço é esse. Sempre foi. Se ficou melhor para o turista, ficou melhor para a gente também. Achei muito boa a iniciativa. Uma maravilha", comenta Severino Farias, 76 anos, o mais antigo barqueiro a atracar seus serviços no Marco Zero.

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