Patrimônio

Casario do Pátio de São Pedro continua sendo pichado

Localizado no Centro do Recife, o pátio é tombado como monumento federal. Comerciantes lamentam abandono do local

Cleide Alves
Cleide Alves
Publicado em 17/12/2015 às 9:35
Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
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O casario do Pátio de São Pedro e o prédio do Conselho Estadual de Cultura têm muitas coisas em comum: ficam no Centro do Recife, são antigos, tombados como monumento federal e estão cobertos de pichação. Quando as edificações apareceram rabiscadas, em agosto e março de 2015, nessa ordem, a prefeitura e o governo prometeram uma solução o mais rápido possível. Até hoje, as fachadas continuam do mesmo jeito.

A proposta da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR) para coibir o vandalismo no Pátio de São Pedro só será apresentada até o Carnaval 2016. Paralelamente, a instituição está providenciando a pintura das fachadas do casario, diz Fabiana Ramalho, gerente-geral de Arquitetura e Engenharia da fundação.

“No momento, estamos fazendo a cotação de preços para licitar o serviço e escolher a empresa”, diz Fabiana. Ela informa que apenas as paredes estarão pintadas antes do Carnaval. “Depois, vamos contratar um especialista para limpar a pichação dos azulejos e da cantaria (cercadura de pedra em volta de portas e janelas) das fachadas.”

Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
Casarão do Conselho Estadual de Cultura, na Rua Oliveira Lima (Recife), pichado desde março de 2015 - Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
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Construção do século 19, o casarão do Conselho Estadual de Cultura (Recife) está todo pichado - Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
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Casarão do Conselho Estadual de Cultura, na Rua Oliveira Lima (Recife), pichado desde março de 2015 - Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
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Construção do século 19, o casarão do Conselho Estadual de Cultura (Recife) está todo pichado - Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
O Pátio de São Pedro (Recife) é um monumento federal desde 1938. Casario vem sendo pichado dia a dia - Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
Comerciantes lamentam a pichação no casario do Pátio de São Pedro, ponto turístico do Recife - Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
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Construção do século 18, o Pátio de São Pedro era um dos redutos de boemia no Centro do Recife - Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
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O Pátio de São Pedro (Recife) é um monumento federal desde 1938. Casario vem sendo pichado dia a dia - Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
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Construção do século 18, o Pátio de São Pedro era um dos redutos de boemia no Centro do Recife - Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
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Comerciantes lamentam a pichação no casario do Pátio de São Pedro, ponto turístico do Recife - Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem

 

O novo plano de segurança do pátio, que está sendo desenvolvido pela Secretaria-Executiva de Segurança Urbana com a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), prevê o revezamento de guardas municipais, adianta Fabiana Ramalho.

O projeto contempla o alinhamento das câmeras de monitoramento da Secretaria de Defesa Social com a prefeitura, que também acompanhará as imagens. “O plano inclui o patrulhamento nas vias do entorno”, diz Fabiana. Construção do século 18, o Pátio de São Pedro é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1938.

Comerciantes lamentam a sujeira no casario e a falta de atrativos culturais. “O pátio está abandonado. Como pode o centro turístico do Recife ficar desse jeito? De agosto para cá, a situação só fez piorar, porque as pichações aumentaram”, declara Paulo Roberto do Nascimento, um dos proprietários do Bar do Sargento.

Segundo ele, a ausência de programação cultural, no mês de dezembro, afasta mais ainda os poucos visitantes. É a mesma opinião de Joseilda Brito, uma das herdeiras do Bar Aroeira, fundado em 1940. “Tiraram os ensaios dos blocos de frevo, às quintas-feiras, e o Encontro do Frevo de Bloco, do dia 1º de novembro, que sempre eram feitos aqui. Desprezaram mesmo o Pátio de São Pedro”, destaca.

POLICIAMENTO

De acordo com a Secretaria de Segurança Urbana, o policiamento foi reforçado na primeira semana de novembro. Comerciantes garantem que a ação aconteceu, mas durou dois dias. “Fizeram baculejo em todo mundo e em seguida voltou ao que era”, declaram.

No prédio que o Conselho de Cultura instalou-se em 1985 – um casarão do século 19 no bairro da Boa Vista – a única mudança, em nove meses, é que passaram tinta por cima do desenho de uma ave e do nome “armamento visual”, carimbados na parede.

Ao comentar o assunto, em março, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) informou que iria limpar e pintar a fachada “no menor espaço de tempo possível”. Procurada para falar sobre o assunto, a entidade não se pronunciou.

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