Crime

Júri popular condena réus acusados da morte do radialista Jota Cândido

Depois de vários adiamentos, os réus foram condenados pelo júri popular

Giovanna Torreão
Giovanna Torreão
Publicado em 17/12/2015 às 18:25
Foto: Reprodução
Depois de vários adiamentos, os réus foram condenados pelo júri popular - Foto: Reprodução
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Após dois dias de julgamento, o júri popular condenou nesta quinta-feira (17) quatro homens acusados de matar o vereador e radialista Jota Cândido, há dez anos, em Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Ele foi executado com vinte tiros na frente da rádio em que trabalhava. A sessão aconteceu na 2º Vara do Tribunal do Júri do Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Ilha Joana Bezerra, área central do Recife.

Os ex-policiais militares Edilson Soares Rodrigues, Tairone César da Silva Pereira foram condenados a 19 anos de prisão. O também ex-PM André Luiz de Carvalho, que teria intermediado o crime, foi condenado a 21 anos. O último réu, Jorge José da Silva, foi condenado a 14 anos. Todas as penas devem ser cumpridas em regime fechado.

Os quatro saíram do tribunal em prisão preventiva, já que a defesa ainda pode recorrer dessa decisão. Os três ex-policiais foram encaminhados ao Centro de Reeducação da Polícia Militar (Creed) e Jorge José para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), ambos em Abreu e Lima, no Grande Recife. O advogado José Siqueira, representante de André Luiz, afirmou que pedirá uma habeas corpus.

Com o resultado do júri, a filha de Jota Cândido, Karol Cândido, afirmou se sentir aliviada depois de 10 anos do crime e cinco adiamentos do julgamento. O promotor do Ministério Público de Pernambuco Roberto Brainer destacou que a Justiça precisa ainda investigar os possíveis mandantes. 

O CASO - Jota Cândido foi assassinado dentro do carro quando chegava para o trabalho na Rádio Alternativa, em 2005. Ele teria sido abordado por Tairone César, Edilson Soares e André Luiz, que atiraram 20 vezes. O quarto acusado, Jorge José, teria emprestado a motocicleta utilizada para efetuar o homicídio. A vítima denunciava problemas administrativos da prefeitura de Carpina em seu programa e já teria escapado de outro atentado no mesmo ano.

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