INCLUSÃO

Geladeira Cultural precisa da sua ajuda

Sociedade pode doar livros para projeto que visa estimular leitura nas crianças

JC Online
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Publicado em 18/06/2016 às 7:13
Andréa Rego Barros/PCR
Sociedade pode doar livros para projeto que visa estimular leitura nas crianças - FOTO: Andréa Rego Barros/PCR
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Está nas mãos da sociedade a ajuda a um projeto que pode mudar o futuro de crianças e adolescentes em vários bairros do Recife. Serão as doações de livros paradidáticos que irão abastecer as bibliotecas do projeto Geladeira Cultural, lançado ontem, na sede da prefeitura, no Bairro do Recife. 

A iniciativa consiste em transformar geladeiras sem uso em armários onde serão depositados os livros. As bibliotecas estilizadas serão encaminhadas, inicialmente, para diversas entidades filantrópicas, profissionalizantes e de cunho religioso. Mas o objetivo é expandir o programa para creches, escolas e até mesmo empresas.

Os livros podem ser doados no hall de entrada da própria prefeitura, onde haverá um ponto de recolhimento, durante o horário comercial. Por enquanto é o único local para os que desejarem ajudar, mas a prefeitura estuda expandir os pontos.

O projeto é uma parceria da Secretaria de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas (Secod) e o Movimento Periferia & Cidadania, idealizador da geladeira. A iniciativa também ganhou uma adesão de peso: a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) vai doar 100 geladeiras sem uso para serem pintadas pelos voluntários do programa e distribuídas nos pontos definidos pela prefeitura. 

Segundo Sérgio Santos, do Movimento Periferia & Cidadania, o projeto tem tudo para mudar hábitos de crianças e adolescentes em pontos onde a oferta de livros é pouca ou nenhuma. “Mesmo nas escolas e creches das comunidades muitas vezes não há uma biblioteca. O projeto chega para ocupar esse espaço vazio”, diz Sérgio Santos.

O titular da Secod, Fernando Dourado, explica a relação do programa com o combate às drogas. “O objetivo é dar cultura a essas crianças e, com isso, uma retaguarda para que possam se livrar do ambiente das drogas”, explica.

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