História

Museu de Arqueologia lança livros infantis sobre patrimônios do Recife

A publicação pode ser encontrada no Museu de Arqueologia da Universidade Católica de Pernambuco

Cleide Alves
Cleide Alves
Publicado em 07/10/2016 às 10:00
Foto: Fernando da Hora/JC Imagem
A publicação pode ser encontrada no Museu de Arqueologia da Universidade Católica de Pernambuco - FOTO: Foto: Fernando da Hora/JC Imagem
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Uma coleção composta de seis livros contando a história do Recife a partir do patrimônio histórico, cultural e religioso da cidade é o mais novo atrativo do Museu de Arqueologia da Universidade Católica de Pernambuco. A publicação, lançada em meados de setembro de 2016, é destinada a alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental e não será vendida. Para conhecer, é preciso fazer uma visita ao museu.

Com pouco texto, linguagem jovial e ilustrado com mapas e desenhos, os livros são doados a professores que levam estudantes para as aulas oferecidas pelo espaço cultural, instalado no Palacete da Soledade (antigo Colégio Nóbrega), localizado na Rua Oliveira Lima, no Centro do Recife. A escola interessada deve agendar a visita e escolher um tema para a aula, exclusivamente no portal da instituição: museu.unicap.br.

O professor que acompanha as crianças levará o livro sobre o assunto debatido. Se houver interesse na coleção inteira, basta agendar as outras aulas. Cada publicação tem a sua curiosidade, informa Maria do Carmo Caldas, coordenadora do Museu de Arqueologia. No livro As Pontes do Recife, por exemplo, o leitor vai descobrir que a Ponte Buarque de Macedo não tinha só a função de ligar o Bairro do Recife ao de Santo Antônio, no Centro.

“Claro que a ponte era usada na travessia de pedestres, mas ela foi construída para servir como suporte dos canos de água potável da Companhia do Beberibe (precursora da Compesa)”, revela Maria do Carmo. Bióloga de formação, ela assina a coleção com bolsistas do museu. A ideia inicial era elaborar cartilhas de apoio para os cursos de educação patrimonial do espaço cultural. O resultado final são livros paradidáticos.

No livro Patrimônio Religioso do Recife, os autores identificam igrejas católicas e terreiros de matriz africana tombados na capital pernambucana. Também contam a história da Sinagoga Kahal Zur Israel e falam sobre a importância da liberdade religiosa. A publicação Patrimônios Comerciais do Recife relata a briga de frades capuchinhos com gestores da cidade pelo terreno onde seria construído o Mercado de São José.

TAXA

O terreno pertencia aos capuchinhos e os frades queriam a área de volta. “A briga demorou anos e foi resolvida com a intervenção de dom Pedro II”, diz Maria do Carmo. “Contar essas histórias sobre o patrimônio é contar a história do Recife”, destaca a bióloga. O museu cobra R$ 7 por aluno de colégio particular para cada aula. Escola pública paga R$ 2 por estudante. O dinheiro é usado na manutenção o centro cultural.

Patrimônios Militares do Recife, Espaços Culturais do Recife e Patrimônios Culturais: Conceitos e Caracterizações são os outros títulos da coleção A História do Recife contada Pelos Seus Patrimônios, patrocinada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe) pagou o trabalho dos bolsistas do projeto, alunos de graduação em arqueologia e história.

O Museu de Arqueologia da Universidade Católica de Pernambuco, criado em 1987, funciona de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h30. As visitas que não incluem aulas agendadas são gratuitas, avisa Maria do Carmo. O museu decidiu publicar novos exemplares com recursos próprios e vender ao público. 

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