Patrimônio

Forte de Pau Amarelo ainda à espera da prometida obra de recuperação

Localizado na orla de Paulista, Forte de Pau Amarelo é uma construção do século 18 reconhecida como monumento nacional

Da Editoria Cidades
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Publicado em 14/10/2016 às 8:08
Foto: Ashlley Melo/JC Imagem
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Três anos depois de anunciar uma obra de recuperação – que não foi executada – para o Forte de Pau Amarelo, na orla de Paulista, a prefeitura promete, mais uma vez, fazer o resgate da edificação. Construída no século 18 e tombada como monumento nacional desde 1938, a fortaleza está sem uso, pichada e transformada em banheiro público e depósito de lixo.

A atual proposta da prefeitura é pintar as paredes, trocar as telhas quebradas, climatizar o prédio, instalar câmeras de monitoramento e ocupar as salas do andar térreo com atividades ligadas a turismo e patrimônio histórico. “O bom uso ajuda a preservar o prédio”, declara o secretário de Turismo de Paulista, Fabiano Mendonça. “Gostaríamos de ser mais céleres. Porém, há prazos a cumprir”, diz.

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Prefeitura de Paulista quer reativar o Forte de Pau Amarelo como ponto turístico no Grande Recife - Foto: Ashlley Melo/JC Imagem
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Situado na orla de Paulista, o Forte de Pau Amarelo foi construído por portugueses no século 18 - Foto: Ashlley Melo/JC Imagem
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Sem uso há anos, o Forte de Pau Amarelo, na orla de Paulista, é alvo constante de pichações - Foto: Ashlley Melo/JC Imagem
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Proposta da Prefeitura de Paulista é levar a Secretaria de Turismo para o Forte de Pau Amarelo - Foto: Ashlley Melo/JC Imagem
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No passado, o Forte de Pau Amarelo, em Paulista, fazia parte da defesa do litoral de Pernambuco - Foto: Ashlley Melo/JC Imagem
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Comerciantes do entorno do Forte de Pau Amarelo cobram da Prefeitura de Paulista ocupação do prédio - Foto: Ashlley Melo/JC Imagem
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Pichado, sem uso e sem placa de identificação, Forte de Pau Amarelo não é atrativo ao público - Foto: Ashlley Melo/JC Imagem
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Por falta de uso, o Forte de Pau Amarelo virou um depósito de lixo, com cacos de vidro pelo chão - Foto: Ashlley Melo/JC Imagem

 

O forte tem nove salas e cada uma abrigará atividades distintas. Um dos espaços é destinado à Secretaria de Turismo. Nas demais funcionarão um centro de informações turísticas, um centro para artesãos e os conselhos municipais de turismo, de cultura e de patrimônio histórico. “Pretendemos começar a obra de recuperação do forte em 30 dias”, avisa. O prazo de execução é de dois meses.

De acordo com o secretário, o prazo é apenas para a recuperação física do imóvel e a instalação de iluminação na área superior do forte. “O funcionamento levará mais tempo, só em 2017 as salas estarão mobiliadas e prontas para serem utilizadas”, informa. A intervenção será realizada com recursos municipais e o orçamento será definido na próxima semana, diz Fabiano Mendonça.

Na terça-feira que vem a prefeitura se reúne com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para discutir a intervenção na área externa. “Vamos preservar as características arquitetônicas e a história do forte. O projeto é orientado pelo Iphan”, afirma o secretário, acrescentando que o prédio já é monitorado pela Polícia Militar e será vigiado pela Guarda Municipal.

POPULAÇÃO

Moradores de Paulista lamentam o abandono do Forte de Pau Amarelo e cobram da prefeitura a ocupação com atividades atrativas para o público. “Pintaram as paredes há pouco tempo, antes das eleições municipais, mas foi só uma maquiagem. A iluminação estava depredada e continua do mesmo jeito. Poderiam abrir as salas com lojinhas de artesanato”, diz o professor Christyan Leal.

Ele alerta para a situação da praia, que ficou inacessível depois da obra de contenção do avanço do mar. “As pessoas param o carro, olham e vão embora, não há como descer”, observa. O secretário disse que estão previstas rampas e escadas, além de parque infantil no calçadão. “Estamos aguardando a engorda natural da praia, que ainda não aconteceu depois da contenção”, justifica Fabiano.

“O forte só tem lixo e cocô, reivindicamos muitas vezes a transformação do prédio num ponto turístico, mas até agora não vi atitude”, ressalta a moradora e comerciante, Rosa Maria Joaquim de Melo. “Podiam fazer algo atrativo, nem que fosse colocar papéis na parede contando a história do forte”, diz o morador Paulo Gomes.

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