Urbanismo

Grupo lança bonecos no Capibaribe num protesto em defesa do rio

Iniciativa é do Coletivo Urbis, que pretende alertar a população e os governantes para o descaso com o Capibaribe

Cleide Alves
Cleide Alves
Publicado em 10/04/2017 às 11:26
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Iniciativa é do Coletivo Urbis, que pretende alertar a população e os governantes para o descaso com o Capibaribe - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Desde sexta-feira passada (7) um protesto silencioso tenta chamar a atenção da sociedade, do governo do Estado e da Prefeitura do Recife para o descaso com o Rio Capibaribe, que corta a capital pernambucana da Várzea (bairro da Zona Oeste) ao Centro da cidade. A ideia partiu do Coletivo Urbis, que lançou cerca de 300 bonecos no rio, nas imediações da Ponte Maurício de Nassau, que liga ao Bairro do Recife ao bairro de Santo Antônio.


Não há faixa explicando o protesto. Só os bonecos de plástico, amarrados em sacos, flutuando no Capibaribe. E a ideia do coletivo é exatamente captar a reação das pessoas. “A maioria passa indiferente, podia ser o corpo de uma pessoa, no lugar dos bonecos, e ninguém percebe”, afirma o arquiteto César Barros, um dos integrantes do Coletivo Urbis, grupo que se reúne semanalmente para discutir ações e intervenções lúdicas que possam alertar a sociedade e os governos para uma temática.


“As pessoas, na maioria das vezes, são indiferentes ao que se lança no rio”, destaca o arquiteto. Na manhã desta segunda-feira (10), quem passou pela Ponte Maurício de Nassau até olhou para os bonecos no Capibaribe, mas não entendeu o que os brinquedos dentro da água. “Achei estranho, mas não identifiquei como bonecos, parecia mais um lixo jogado no rio”, comentou a professora Lycia Moraes e o marítimo Tiago Moraes.

AÇÕES


Nos dois anos e meio de existência, o Coletivo Urbis já fez protesto semelhante na Rua do Bom Jesus, no Bairro do Recife, cobrindo com papel crepom um prédio antigo com a fachada toda deteriorada. “Era um alerta para o descaso com o patrimônio histórico”, diz César. E também criticou, de forma lúdica, a falta de sombras na cidade. “Precisamos de mais árvores”, destaca o arquiteto.


Os bonecos serão retirados do Capibaribe na noite desta segunda-feira (10).

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