Protesto

Justiça determina que rodoviários mantenham 30% da operação da Caxangá

Motoristas e cobradores paralisaram atividades da empresa pela manhã e não normalizaram até a noite

Margarette Andrea
Margarette Andrea
Publicado em 10/04/2017 às 19:47
Jedson Nobre/JC Imagem
Motoristas e cobradores paralisaram atividades da empresa pela manhã e não normalizaram até a noite - Jedson Nobre/JC Imagem
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O juiz Roberto de Freire Bastos, da 3ª Vara do Trabalho de Olinda, determinou, na tarde desta segunda, que o Sindicato dos Rodoviários garantisse uma operação mínima de 30% dos ônibus da Rodoviária Caxangá e proibiu a entidade de impedir o funcionamento regular da empresa. Pela manhã, cerca de 246 mil usuários tiveram o atendimento comprometido devido a um protesto da categoria contra a demissão de 77 trabalhadores, sendo 30 cobradores. Até as 21h de ontem, o sindicato da classe não havia normalizado a operação.

Ao todo, 32 linhas de ônibus já estão operando sem cobrador, sendo dez da empresa Caxangá, que realizam 486 viagens e transportam dez mil pessoas ao dia. “Eu tenho família, duas filhas para criar. A situação é muito constrangedora, alegam o que querem e não deixam a gente se defender”, afirma o cobrador Marcelo de Lima, demitido sob alegação de uso irregular do Vale Eletrônico Metropolitano (VEM).

O sindicato das empresas (Urbana-PE) diz que nenhum cobrador foi demitido pela mudança na operação, mas que 314 foram promovidos a motoristas e 89 estão sendo capacitados. E criticou o fato de não haver interesse em negociação. No dia 17, o assunto será discutido no Ministério Público.

NOTA DA CAXANGÁ

A Rodoviária Caxangá informa que nenhum cobrador foi demitido em função das alterações de funcionamento de operação das linhas. Os cobradores foram capacitados e aproveitados em outras funções. Neste mês de abril, 17 cobradores foram promovidos a motoristas.

 A empresa reforça que não foi informada com antecedência sobre a paralisação e está se esforçando para normalizar as atividades o mais rápido possível.

 A Rodoviária Caxangá esclarece ainda que se dispôs a manter o diálogo com o Sindicato dos Rodoviários. No entanto, esse não demonstrou interesse em realizar qualquer negociação.

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