Paralisação Geral

Polícia Civil de Pernambuco adere à paralisação geral do dia 28

Policiais são contra reformas econômicas propostas pelo governo federal. Paralisação deve durar 24h

JC Online
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Publicado em 19/04/2017 às 23:55
Foto: Arquivo/JC Imagem
Policiais são contra reformas econômicas propostas pelo governo federal. Paralisação deve durar 24h - FOTO: Foto: Arquivo/JC Imagem
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Os Policiais Civis de Pernambuco devem parar por 24h no próximo dia 28 deste mês. Esta foi a decisão da classe reunida em uma assembleia na noite desta quarta-feira (19). De acordo com os dirigentes do Sindicato que representa os profissionais no Estado (Sinpol), a manifestação é contra as reformas econômicas defendidas pelo governo federal e se integrará à paralisação geral programada para o dia 28. A decisão da paralisação foi definida apesar de recente entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) contrário à greve de policiais no Brasil. Além da Polícia Civil, metroviários e bancários de Pernambuco também decidiram parar as atividades.

“Somos contra a reforma da Previdência, contra a reforma trabalhista, contra a terceirização irrestrita. Por isso, vamos parar e se juntar às demais categoria de trabalhadores, contra esta pauta de retrocessos”, afirmou o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros. O líder sindical acredita que as reformas não serão benéficas para os trabalhadores. “São medidas que vão tirar os direitos dos trabalhadores e participaremos ativamente dos atos para barrar essa pauta”, analisou.

Cisneiros explicou ainda que a paralisação não deve afetar as atividades dos profissionais no Instituto de Medicina Legal (IML), mas deixou claro o número de profissionais que cruzarão os braços. O vice-presidente do Sinpol, Rafael Cavalcanti, explicou que as diretrizes da paralisação serão definidas em reunião de diretoria ainda sem data definida para quando vai ocorrer.

Inconstitucional

A decisão da assembleia de parar as atividades de profissionais da Polícia Civil ocorreu 14 dias após o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) definir como “inconstitucional” a deflagração de greve por policiais e servidores públicos da área de segurança pública. O presidente do Sinpol discorda da decisão do Supremo. “A gente acha equivocado a decisão que impede greve dos policiais civis. Nós entendemos que somos servidores públicos civis com direito a sindicalização e a Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis) já está recorrendo desta decisão”.

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