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Caso Mirella: Defesa de Edvan Luiz entrará com pedido de habeas corpus

Advogado do comerciante usa como argumento para soltura o fato de Edvan não representar risco para a sociedade, ser réu primário, ter residência fixa e não possuir antecedentes criminais

Da Editoria de Cidades
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Publicado em 27/04/2017 às 16:46
Bobby Fabisak/ JC Imagem
Advogado do comerciante usa como argumento para soltura o fato de Edvan não representar risco para a sociedade, ser réu primário, ter residência fixa e não possuir antecedentes criminais - FOTO: Bobby Fabisak/ JC Imagem
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O advogado Rawlinson Ferraz informa que dará entrada, na próxima semana, com um pedido de habeas corpus em favor do comerciante Edvan Luiz da Silva, 32 anos, apontado pela polícia como o autor do estupro e do assassinato da fisioterapeuta Tássia Mirella Sena de Araújo, 28, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Na tarde da terça-feira (25), a Justiça recebeu denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra ele. Edvan, que está preso no Presídio de Igarassu, tem oito dias para apresentar a defesa. Após isso, a Justiça deve marcar as audiências de instrução e julgamento para dar sequência ao caso.

A linha de defesa traçada é que Edvan é inocente. O advogado usa como argumento para soltura o fato de Edvan não representar risco para a sociedade, ser réu primário, ter residência fixa e não possuir antecedentes criminais.

O processo está na Terceira Vara do Tribunal de Júri da Capital. Na decisão, o juiz Pedro Odilon de Alencar solicita algumas provas, já colhidas pela polícia, para que sejam anexadas ao processo, como a filmagem da câmeras de segurança (que registra o momento em que o réu sobe no elevador para o 12º andar) do Condomínio Golden Shopping, onde a vítima foi assassinada. O juiz ainda solicita os laudos periciais. O magistrado também determinou que o acusado permaneça preso. “Quanto à manutenção da prisão preventiva do imputado, comungando do parecer ministerial, mantenho-a pelos fundamentos da decisão exarada em sede audiência de custódia.”

LACUNAS

O advogado Rawlinson Ferraz contesta lacunas no processo, diz que não teve acesso aos laudos da perícia e declara que nem todas as testemunhas foram ouvidas. Por isso, não aceita o fato de o inquérito sobre o assassinato de Tássia Mirella ter sido concluído.

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