Missa

Familiares e amigos se reúnem em missa em memória de Mirella Sena

Missa foi realizada na capela do Colégio Damas e marca um mês da morte da jovem, assassinada a facadas em seu apartamento em Boa Viagem

JC Online
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Publicado em 04/05/2017 às 22:40
Foto: Sérgio Bernardo/ JC Imagem
Missa foi realizada na capela do Colégio Damas e marca um mês da morte da jovem, assassinada a facadas em seu apartamento em Boa Viagem - FOTO: Foto: Sérgio Bernardo/ JC Imagem
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Em uma cerimônia marcada pela emoção, parentes e amigos da fisioterapeuta Mirella Sena – estuprada e assassinada em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife – reuniram-se ona noite desta quinta-feira (4) na Capela do Colégio Damas, nas Graças, Zona Norte da capital, para homenagear a jovem no 30° dia da sua morte. A missa foi presidida pelo frei Carlos Alexandre, capelão do templo e frade capuchinho da Basílica da Penha, no Centro da cidade.

Muito abalados, os pais de Mirella preferiram não conversar com a imprensa, mas, no fim da cerimônia, a mãe da jovem, Suely Araújo, leu um texto no qual falava sobre o sentimento da família neste momento de luto. "Não pensem que somos iluminados ou melhores do que ninguém. Se nós ou todos os pais que tiveram filhos assassinados não tivéssemos a fé com a qual Deus nos presenteou, não estaríamos aqui celebrando a ressurreição da nossa querida e amada Mirella. Perdão é o que pedimos a Deus todos os dias para termos o seu amor misericordioso com aquele que, de forma injusta e cruel, tirou a vida da nossa querida filha", disse.

"Como Maria aos pés da cruz, queremos permanecer de pé, na certeza de que este martírio pelo qual a nossa filha passou não foi em vão. Que ele seja um alerta para a nossa juventude, que está tão distante de Deus, e assim ela possa refletir sobre os caminhos que deve percorrer. Saudades, Mirella", continuou Suely.

A maioria dos que compareceram à missa vestia uma camisa branca estampada com a foto da jovem morta e a hashtag #SomosTodosMirella. Passado o primeiro mês do ocorrido, alguns familiares relataram que ainda não conseguiram digerir o crime. "Nós, primos de Mirella, ainda não acreditamos no que aconteceu. Ontem, por exemplo, estávamos vendo o jogo do Sport, time pelo qual ela era apaixonada, e comentamos: é mentira. A ficha está caindo aos poucos, todo dia", afirmou Milena Oliveira, prima da fisioterapeuta.

Preso desde o dia do crime, o comerciante Edvan Luiz da Silva, que era vizinho de Mirella, foi autuado por estupro e homicídio triplamente qualificado. Para Sílvia Cordeiro, tia da jovem, o que resta agora é a saudade e o medo de que, por algum motivo, o acusado possa sair da prisão. "A gente pede justiça. Não vamos nos calar. Queremos que ele (Edvan) vá a júri popular e pague pelo que fez. Soubemos que existe a possibilidade de que ele responda ao processo em liberdade e esse é o nosso maior medo", cravou.

Sobre o caso

Mirela foi assassinada a facadas dentro do flat onde morava em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, na manhã do dia 5 de abril. O suspeito de cometer o homicídio, o vizinho Edvan Luiz da Silva, 32 anos, está preso desde o dia do crime. Ele foi indiciado, no dia 12 de abril, por estupro e homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, sem chance de defesa da vítima e feminicídio).

De acordo com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o processo está na 3ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, em fase de citação do acusado, que terá dez dias para apresentar defesa, após devolver o mandado. A partir daí começam as audiências de instrução.

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