Cruz do Patrão

Cruz do Patrão, na zona portuária do Recife, é tombada pelo Estado

Monumento do século 18, a Cruz do Patrão fica às margens do Rio Beberibe

Cleide Alves
Cleide Alves
Publicado em 25/05/2017 às 19:01
Foto: Ricardo B. Labastier/Acervo JC Imagem
Monumento do século 18, a Cruz do Patrão fica às margens do Rio Beberibe - Foto: Ricardo B. Labastier/Acervo JC Imagem
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O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (25/05), o pedido de tombamento da Cruz do Patrão, monumento do século 18 localizado às margens do Rio Beberibe, na zona portuária do Recife. No passado, junto com a Igreja de Santo Amaro das Salinas, a Cruz do Patrão orientava o acesso das embarcações à capital pernambucana, servindo de baliza. Hoje, encontra-se sob domínio do Porto.

De acordo com o historiador Leonardo Dantas Silva, relator do processo no conselho, a Cruz do Patrão é um dos mais antigos monumentos da cidade. “O acesso ao Porto do Recife, segundo demonstram todos os mapas que tratam dessa área, foi uma preocupação constante dos seus habitantes; daí a existência dos marcos de balizamento que ofereciam a orientação segura de navegação”, observa o conselheiro.

“A Cruz do Patrão, como instrumento de balizamento náutico, encontra-se presente nos mapas que registram a região portuária recifense no século 18, e em particular na planta elaborada pelo padre José Caetano em 1759, denominada Prospecto da Vila do Recife. Neste documento aquarelado o monumento aparece representado, tal e qual conhecemos nos nossos dias, por uma coluna em alvenaria (10,49 metro de altura). E conserva as mesmas coordenadas da atualidade”, informa Leonardo Dantas.

PROTEÇÃO

O tombamento contempla a Cruz do Patrão e a área em volta do monumento, calculada em 2,44 mil metros quadrados. Com isso, a qualquer construção que venha a ser erguida no local não pode encobrir a cruz nem a linha imaginária que garante a vista do monumento com a entrada da barra e a Igreja de Santo Amaro das Salinas.

O exame técnico que embasou o processo de tombamento foi realizado pela Gerência de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundarpe. Falta a homologação do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, para a Cruz do Patrão ser inscrita no livro de tombo do Estado.

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