Meio Ambiente

Lixão de Aguazinha, em Olinda, será fechado nesta quarta-feira

Prefeitura de Olinda anuncia fim do lixão e informa que a coleta será levada para a Central de Tratamento de Resíduos em Igarassu

Da Editoria Cidades
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Publicado em 08/08/2017 às 15:29
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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O lixão de Aguazinha, que funciona há mais de 30 anos em Olinda, será fechado pela prefeitura nesta quarta-feira (09/08). Com o encerramento das atividades no local, o lixo produzido na cidade terá como destino a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) localizada em Igarassu, município da Região Metropolitana do Recife. A medida atende determinação da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (08/08), no Palácio dos Governadores, o prefeito Lupércio do Nascimento disse que o tratamento correto do lixo vai credenciar o município para receber recursos do ICMS Socioambiental. "São R$ 6 milhões ao ano que Olinda estava deixando de receber por manter um lixão", destaca o prefeito. Diariamente, são recolhidas 400 toneladas de resíduos sólidos na cidade.

Para transportar o lixo até a CTR Igarassu, a partir desta quarta-feira, a prefeitura assinou contrato emergencial com uma empresa, com vigência de três meses, e vai desembolsar R$ 1,3 milhão pelo serviço. Além disso, terá de pagar R$ 50 por tonelada de lixo despejada na central. O contrato, aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), poderá ser prorrogado por mais três meses, se o município não encontrar uma solução definitiva nesse período, informa o secretário de Serviços Públicos de Olinda, Evandro Avelar.

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Prefeitura de Olinda anuncia a desativação do lixão de Aguazinha a partir de 9 de agosto de 2017 - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Lixão de Aguazinha, em Olinda, funciona há mais de 30 anos. Catadores de recicláveis atuam no local - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Cem mil toneladas de lixo foram jogadas no lixão de Aguazinha, em Olinda, nos últimos dois anos - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Com o fim do lixão de Aguazinha, Olinda passa a usar o aterro sanitário de Igarassu (CTR-PE) - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Dezenas de famílias de Olinda coletam material reciclável no lixão de Aguazinha para vender - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Prefeitura afirma que fez o cadastro de 73 catadores e vai incluir todos eles em programas sociais - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Municípios que fazem a destinação adequada dos resíduos sólidos recebem ICMS Socioambiental - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Catadores do lixão de Aguazinha ganham de R$ 50 a R$ 200 por semana com a venda do material - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Olinda recolhe 400 toneladas de resíduos por dia. Com o fim do lixão, começa a destinação correta - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Município recebeu R$ 790 mil em multas pela contaminação do solo e das águas com o lixão - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Chorume do lixão de Aguazinha contamina galeria de água pluvial, Riacho Lava Tripa e Rio Beberibe - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Desativação do lixão tem repercussão social, ambiental e econômica para a cidade de Olinda - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Prefeitura de Olinda pretende ampliar a coleta seletiva e incluir catadores do lixão de Aguazinha - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

 

De acordo com o prefeito, 73 catadores que atuam no lixão de Aguazinha foram cadastrados e serão capacitados para continuar trabalhando com reciclagem, mas em outras condições. Catadores que estavam no lixão, nesta terça-feira, disseram que o cadastro deixou de fora a maior parte dos trabalhadores, todos moradores de Olinda.

PROTESTO

"A gente vive da coleta desse material em Aguazinha, se a prefeitura fechar o lixão, muitas pessoas ficarão desempregadas", destaca Wilson Alfredo da Silva, que sobrevive do lixão há sete anos. "Vamos fazer um protesto amanhã (09/08), não podemos ficar sem trabalho, temos família para sustentar", completa Mirani Ramos da Silva, catadora em Aguazinha há 20 anos.

A Prefeitura de Olinda terá de pagar R$ 790 mil em multas, aplicadas pela CPRH, por não ter apresentado uma solução para a destinação correta dos resíduos sólidos e manter um lixão, que provoca a contaminação do solo, rios e riachos. Evandro Avelar acrescenta que o município ainda vai elaborar projeto para definir o que fazer com as cem mil toneladas de resíduos acumulados em Aguazinha nos últimos dois anos, quando o local voltou a ser usado como lixão.

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