ARBITRARIEDADE

Em rede social, estudante denuncia truculência da PM em Olinda

A PM afirmou que vai analisar as imagens divulgadas pela jovem

Ana Roberta Amorim
Ana Roberta Amorim
Publicado em 29/01/2018 às 20:15
Foto: Reprodução/Facebook
A PM afirmou que vai analisar as imagens divulgadas pela jovem - FOTO: Foto: Reprodução/Facebook
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Uma estudante de medicina veterinária usou seu perfil numa rede social para denunciar ações consideradas truculentas praticadas por policiais militares. Em vídeos e fotos, a universitária Carol Monteiro, de 18 anos, relata que estava voltando das prévias carnavalescas de Olinda, no Grande Recife, nesse domingo (28), quando tentou pegar um ônibus em uma parada próxima à Praça do Carmo, no bairro homônimo. No entanto, ao perceber que o coletivo estava lotado, eles desistiram e decidiram esperar por outro. 

Instantes depois vários policiais militares entraram no ônibus e, segundo o relato da estudante, os vídeos e as fotos registrados por ela, os agentes bateram, empurraram e expulsaram vários passageiros do veículo. "Policiais entraram na traseira no ônibus e começaram a bater em algumas pessoas, batem primeiro, perguntam depois! (muitas delas inocentes) mandando descer. Poxa, um rapaz e uma moça pagaram a passagem, eu vi, e eles foram agredidos e envergonhados. Não consigo digerir", conta. 

Carol continua o texto narrando que as pessoas que estavam na parada começaram a vaiar as agressões, mostrando-se indignadas com a situação. No entanto, em certo momento (mostrado em um dos vídeos), um dos policiais se dirige ao namorado da jovem questionando por que ele estava vaiando. "E daí começa às agressões dele com o meu namorado como pode ver no vídeo, ele deu vários murros em seu peito", conta.

A estudante diz que não ficou ferida, mas teve o celular que usava para filmar e fotografar a situação retirado das suas mãos por outra policial. "Agora eu pergunto, vou sair de casa com medo dos polícias que não sabem ser profissionais. Abusam poder descaradamente e não querem saber de nada", questiona a jovem.

Resposta

A Polícia Militar afirmou, por meio de nota, que vai analisar as imagens divulgadas pela estudante universitária. A instituição informou que não compactua com abuso ou arbitrariedade, mas que "em algumas ações policiais, há necessidade de uma resposta rápida e enérgica". O texto diz ainda que as pessoas que se sentirem prejudicadas por qualquer tipo de comportamento irregular de algum policial pode procurar a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social, localizada na Avenida Conde da Boa Vista, 428, bairro da Boa Vista, Centro do Recife, para formalizar uma denúncia.

Leia a nota na íntegra:

A Polícia Militar informa que não compactua com nenhum tipo de abuso ou arbitrariedade e todos os seus policiais são orientados a agir de maneira a respeitar os direitos individuais dos cidadãos. No entanto, em algumas ações policiais, há necessidade de uma resposta rápida e enérgica, principalmente quando envolve grande número de pessoas, momentos esses em que podem ocorrer confrontos. Nesses casos, pessoas que se sentirem prejudicadas por qualquer tipo de comportamento irregular de algum policial pode procurar a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social para formalizar uma denúncia que será devidamente apurada. No caso específico da reportagem, os vídeos foram enviados para os comandantes dos policiais para que possam analisá-los com melhor propriedade.

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