Programação

Semana da Mulher da Unicap ressalta diversidade na discussão de gênero

A temática racial é um dos temas centrais do evento, que começa nesta segunda-feira (5) e segue até sexta-feira

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 05/03/2018 às 13:00
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A temática racial é um dos temas centrais do evento, que começa nesta segunda-feira (5) e segue até sexta-feira - FOTO: Foto: Divulgação
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Uma semana dedicada à diversidade e às múltiplas questões que envolvem a discussão de gênero. No mesmo espaço, o feminismo negro, indígena, com todas as suas especificidades e urgências. A Semana da Mulher da Unicap, que começa nesta segunda-feira (5) e segue até sexta-feira (9), está pautada pelas diferenças. Sejam elas expressas pela orientação sexual, questão racial ou classe social. A ideia é trazer todas as mulheres para o debate, a partir de suas perspectivas individuais.

Uma das organizadoras do evento, a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação da Unicap, Valdenice José Raimundo, explica que o foco é pensar a construção da mulher em todas as suas expressões. “As mulheres trans, lésbicas, negras sofrem violações dos seus direitos de forma sistemática. O encontro é um espaço de provocação, para discutir a necessidade de um posicionamento ético e político diante do descumprimento desses direitos”, destaca.

O protagonismo das questões raciais permeia todos os debates. Esse é o ponto central do documentário “Além do Espelho”, da diretora e escritora Ana Flauzina, que será exibido na noite desta segunda-feira (5), às 19h, no Cinema da Fundaj. O filme registra o diálogo de duas das mais importantes vozes da resistência negra da contemporaneidade: o jornalista brasileiro Edson Cardoso e o cineasta etíope, Haile Gerima.

Após a exibição do filme, a diretora participará de um debate e lançará também a edição brasileira do livro A nova segregação: racismo e encarceramento em massa, da americana Michelle Alexander. Flauzina, que assina o prefácio da publicação, ressalta que o racismo engloba várias dimensões. “As violências as quais a população negra é submetida também resvalam em questões de gênero e sexualidade”, reforça a diretora.

MULHER NEGRA E INDÍGENA


Na quarta-feira (7), o evento é aberto oficialmente com uma discussão sobre a situação das mulheres negras e indígenas no contexto das desigualdades sociais do País. Entre as palestrantes convidadas para o debate, está a professora de Direito da PUC do Rio de Janeiro Thula Pires.

“Vai ser muito importante esse diálogo, no momento em que a gente está colocando em cheque tantas questões do direito constitucional e o cenário de retrocesso no Brasil e no mundo”, destaca a professora da Unicap Marília Montenegro, uma das organizadoras do evento. Ela reforça também a importância de discutir a invisibilidade da mulher indígena. “Nas demandas de violência doméstica, esta mulher é totalmente invisibilizada.”

 

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