PARABÉNS

Irmãs celebram o aniversário das cidades irmãs: Recife e Olinda

Recife e Olinda completam amanhã, respectivamente, 481 e 483 anos

Leonardo Vasconcelos
Leonardo Vasconcelos
Publicado em 11/03/2018 às 8:57
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
FOTO: Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Leitura:

Duas cidades, duas irmãs. A união do Recife e Olinda, além da história, geografia e arquitetura, também vem do aniversário de fundação. Amanhã a caçula e capital completa 481 anos, enquanto a mais velha e Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade faz 483 anos. Pela proximidade e semelhanças são chamadas de cidades irmãs. Então, o JC convidou duas irmãs, uma que mora no Recife e outra em Olinda, para falar sobre os municípios em que residem e tanto amam, e também da relação entre as duas (pessoas e cidades).

A publicitária Milena Ferreira comemora o aniversário do Recife junto com o próprio aniversário. Hoje, ela completa 35 anos. Milena nasceu no Recife e passou parte da infância e adolescência em Olinda, mas há 20 anos retornou à cidade natal, que, segundo costuma dizer, “aprendeu a amar”. “Eu tenho um carinho enorme pela cidade. Pela praticidade de morar no Recife, por ter tudo perto, você resolve as coisas sem se deslocar muito, faz passeios maravilhosos com facilidade”, gaba-se a publicitária.

Milena conta que depois do nascimento da filha Maria Eduarda, de 1 ano e meio, passou a ter uma ligação ainda maior com a cidade. “Ela me fez olhar o Recife com outros olhos a partir dos passeios que fizemos juntas, como no Horto de Dois Irmãos, no Paço do Frevo, na Praça da Jaqueira, onde eu inclusive a batizei. Isso faz com que você tenha um carinho maior com os lugares da cidade”, completa.

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
- Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
- Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
- Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
- Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
- Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

O carinhoso título de “Veneza brasileira” ganhou um outro sentido para ela a partir de um passeio de cataramã à noite. “Você ver as pontes navegando no rio é completamente diferente do que passar por elas de carro. Elas deixam de ser só uma rota de transporte para revelar as suas belezas. É muito bonito, indico bastante”.

A irmã de Milena, a psicóloga Luciana Vasconcelos, de 49 anos, nasceu no Recife, mas o coração é da vizinha Olinda. “Costumo dizer que só fiz nascer no Recife. Sempre morei em Olinda e foi ela que me conquistou. Sou olindense de coração e admiro muito a história e a cultura daqui. É uma cidade acolhedora, que abraça e recebe todo mundo bem”, contou.

Entre tantos locais marcantes, um tem lugar especial na memória: a Academia Santa Gertrudes, no Largo da Misericórdia. “Estudei minha vida inteira lá. Foi onde fiz grandes amigos, onde conheci meu marido. Sem falar que da sala de aula bastava você olhar para a janela para admirar a cidade deslumbrante, como se fosse um retrato”, recordou.

Luciana mora no bairro Bonsucesso, quase em frente à sede do Homem da Meia Noite, com quem tem uma ligação “genética”. “Meu tio Tácio Botelho foi presidente por muitos anos do clube. Após o falecimento dele, meu primo assumiu e tenho muito orgulho em fazer parte dessa história. Na hora que o calunga sai do clube é de arrepiar, algo mágico mesmo”, relatou.

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
- Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
- Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
- Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
- Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
- Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

ENCONTRO

Apesar das diferenças, quando as irmãs se encontram tudo se encaixa, como se fossem uma só. Assim como as cidades. E onde Milena e Luciana gostam de ir? No Alto da Sé! Justamente onde é possível contemplar de perto as belezas de Olinda, com a paisagem do Recife ao fundo. “É questão de DNA, coisa de irmã, uma proximidade igual as que as cidades têm. As pessoas circulam em Olinda e no Recife como se estivessem na mesma cidade”, contou Milena.

Para Luciana, tudo se resume em sintonia. “A gente sabe que sempre pode contar uma com a outra. É uma relação de cumplicidade e amizade, assim como acontece com Recife e Olinda. As pessoas que moram em Olinda sempre têm algo a resolver no Recife. E Olinda sempre tem algo que Recife não tem. Por isso se complementam, estão ali sempre juntas, como a gente”, finaliza.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias