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Polícia faz simulação do assassinato da fundadora do Eu Acho É Pouco

Reconstituição aconteceu na manhã desta terça-feira com o assassino da artista plástica Maria Alice Soares dos Anjos

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Publicado em 10/04/2018 às 13:35
Fotos: Bobby Fabisak/JC Imagem
Reconstituição aconteceu na manhã desta terça-feira com o assassino da artista plástica Maria Alice Soares dos Anjos - FOTO: Fotos: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Quase um mês após o assassinato da arquiteta e fundadora do bloco Eu Acho é Pouco, Maria Alice dos Anjos, de 74 anos, morta no dia 13 de março, a Polícia Civil realizou, na manhã desta terça-feira (10), a reprodução simulada do crime. Pelo menos 40 policiais entre agentes da Polícia Civil, Polícia Criminal e CORE retornaram ao local, na Rua 13 de Maio, do Sítio Histórico de Olinda, para esclarecer a dinâmica usada no assassinato. Destes, sete são peritos.

Passo a passo

A delegada Andrea Grizi, responsável pelo caso, afirmou que Renato José da Silva, jardineiro da vítima que confessou o crime no dia 24 de março ao ser preso, tem colaborado desde o início com a instrução criminal. "Na perícia de hoje, ele está fazendo tudo de acordo com o que tinha nos dito". Até que o laudo definitivo seja realizado, a polícia ainda conta com a hipótese da participação de uma segunda pessoa. "Até agora, entende-se que o crime não foi premeditado. Estamos fazendo a reprodução simulada para excluir totalmente a hipótese de uma coautoria ou participação no delito", explica.

Na conclusão da simulação, o perito que coordenou a equipe da reconstituição do caso, Diego Costa, garantiu que foi possível fechar tudo o que já haviam construindo no inquérito: "Fizemos todo o passo a passo para eliminar algumas poucas arestas que poderiam estar faltando em relação a investigação". O laudo sai em 30 dias. Antes da reconstituição, Renato José prestou depoimento durante cerca de quatro horas. Ele já está com prisão temporária decretada.

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