COMBATE À CORRUPÇÃO

Liminar suspende extinção da Decasp temporariamente

A liminar determinou a manutenção dos inquéritos e demais procedimentos de investigação policial no âmbito físico e organizacional da Decasp por 45 dias

Fillipe Vilar
Fillipe Vilar
Publicado em 16/11/2018 às 16:22
Foto: Bobby Fabisak / JC Imagem
A liminar determinou a manutenção dos inquéritos e demais procedimentos de investigação policial no âmbito físico e organizacional da Decasp por 45 dias - FOTO: Foto: Bobby Fabisak / JC Imagem
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A 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital concedeu liminar, nesta sexta-feira (16), suspendendo por 45 dias a extinção da Delegacia de Polícia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp). O retorno da delegada Patrícia Domingos, assim como o restabelecimento das investigações que estavam em andamento, também estão assegurados pela medida.

"Sendo assim, tenho que estão presentes os requisitos que autorizam a tutela provisória de urgência, pois há, efetivamente, probabilidade do direito dos autores ser chancelado ao final do processo, bem assim como é patente a existência do perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo (art. 300, do CPC), pelo que DEFIRO medida liminar no sentido de determinar a manutenção dos inquéritos e demais procedimentos de investigação policial no âmbito físico e organizacional da antiga DECASP pelo prazo de 45 (quarenta e cinco) dias com a finalidade de conclusão dos inquéritos pendentes e catalogação de todos os procedimentos quando, então, deverão ser repassados ao DRACO, ou a quem de direito, mediante as cautelas legais, sob a chefia de sua antiga delegada", diz um trecho da decisão.

Ação atendeu a duas ações populares que pedem a nulidade da lei que cria o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e extingue Decasp.

Relembre

A Decasp, junto com a Delegacia de Crimes contra a Propriedade Imaterial (Deprim), foi extinta por 30 votos a 6 para que suas atribuições fossem direcionadas ao Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco). O projeto foi encaminhado e aprovado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em regime de urgência, e foi alvo de críticas por delegados, órgãos de fiscalização e movimentos sociais.

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