CASO BEATRIZ

'Está em jogo credibilidade do Judiciário', diz mãe de Beatriz em protesto

Amigos e parentes da menina assassinada em 2015 pedem a prisão de um funcionário acusado de apagar imagens da câmera de segurança que poderiam ajudar no caso

JC Online
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Publicado em 12/12/2018 às 11:50
Foto: Isa Maria/TV Jornal
Amigos e parentes da menina assassinada em 2015 pedem a prisão de um funcionário acusado de apagar imagens da câmera de segurança que poderiam ajudar no caso - FOTO: Foto: Isa Maria/TV Jornal
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Familiares e amigos da família de Beatriz Mota, assassinada em 2015, em um caso ainda sem conclusão, se reuniram em frente ao Tribunal de Justiça, no Bairro de Santo Antônio, Centro do Recife, para protestar a favor da prisão do funcionário Alisson Henrique Carvalho. Ele, que trabalhava no Colégio Maria Auxiliadora de Petrolina na época do crime, é acusado de ter apagado imagens das câmeras de segurança que comprovariam quem é o assassino.

Nesta quarta (12), no prédio, acontece uma audiência de recurso contra a decisão da juíza Elaine Brandão, que negou o pedido de prisão preventiva de Alisson. A mãe de Beatriz, Lúcia Mota passou a manhã inteira no local e afirma que só sairá de lá após a decisão da audiência, que ainda não tem previsão de hora para ser concluída.

"O que está em jogo aqui não é só a prisão do funcionário que vem atrapalhando as investigações há mais de dois anos, o que está em jogo é a credibilidade do Poder Judiciário. Eu não vou sair do Recife enquanto o Poder Judiciário não me der uma garantia que Alisson, outros funcionários e o colégio não vão continuar atrapalhando as investigações", disse Lucinha em entrevista à Rádio Jornal.

Caso completa três anos sem solução

A pequena Beatriz tinha 7 anos quando foi assassinada em Petrolina, no dia 10 de dezembro de 2015, durante uma festa no colégio Maria Auxiliadora. Seu corpo foi encontrado com marcas de 42 facadas. 

Nesse meio tempo, houve pelo menos três trocas de delegados responsáveis por comandar as investigações. Ainda sim, o caso pouco avançou. Até hoje, três anos depois, a motivação do crime ainda é um mistério e nenhum suspeito de envolvimento na morte foi punido.

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