cultura popular

Queima da Lapinha encanta e encerra ciclo natalino no Recife

Festejo popular marca também o início da temporada momesca

Elton Ponce
Elton Ponce
Publicado em 06/01/2019 às 20:38
Foto: Léo Motta/JC Imagem
FOTO: Foto: Léo Motta/JC Imagem
Leitura:

Dezenas de pessoas e 11 grupos de pastoris de várias regiões da cidade mantiveram viva neste domingo (06) a chama da tradicional Queima da Lapinha, no Pátio de São Pedro, no Centro do Recife. O festejo popular é o responsável pelo encerramento do ciclo natalino e marca também o início da temporada momesca.

Nem mesmo a chuva que caiu ao fim da tarde manteve longe da celebração quem se considera guardião da tradição popular. A aposentada Adelaide Cosme, 65 anos, pelo oitavo ano assumiu o papel de mestra do cordão vermelho do pastoril Viver a Vida Terceira Idade, da Campina do Barreto, Zona Norte do Recife. “É o quarto ano que participamos da Queima da Lapinha e sempre é uma emoção. É um momento muito importante para celebrarmos o fim do período natalino e darmos início às festividades do novo ano”, conta.

Passava das 17h30, quando o cortejo de pastoris saiu do Pátio do Carmo em direção ao Pátio de São Pedro, levando consigo a lapinha, que representa o presépio onde, segundo a crença católica, nasceu Jesus Cristo. No Pátio de São Pedro muita gente já aguardava o momento da queima para, assim como na lapinha, atear fogo aos pedidos para 2019, anotados em pequenos pedaços de papel.

Foto: Léo Motta/JC Imagem
- Foto: Léo Motta/JC Imagem
Foto: Léo Motta/JC Imagem
- Foto: Léo Motta/JC Imagem
Foto: Léo Motta/JC Imagem
- Foto: Léo Motta/JC Imagem
Foto: Léo Motta/JC Imagem
- Foto: Léo Motta/JC Imagem
Foto: Léo Motta/JC Imagem
- Foto: Léo Motta/JC Imagem
Foto: Léo Motta/JC Imagem
- Foto: Léo Motta/JC Imagem
Foto: Léo Motta/JC Imagem
- Foto: Léo Motta/JC Imagem
Foto: Léo Motta/JC Imagem
- Foto: Léo Motta/JC Imagem
Foto: Léo Motta/JC Imagem
- Foto: Léo Motta/JC Imagem
Foto: Léo Motta/JC Imagem
- Foto: Léo Motta/JC Imagem

“Nós somos de Brasília Teimosa e viemos prestigiar esse momento tão importante da cultura popular. Lá no bairro criamos este ano o pastoril Teimosinha, como ainda não conseguimos participar da festa com o grupo, resolvemos trazer os meninos que participam para viver tudo isso. Eu mesmo já participo da queima há muito tempo e fazemos questão de manter isso”, diz o professor Pedro Silva, 31, integrante do grupo Centro Escola Mangue.

História

A celebração da Queima da Lapinha remonta ao Século 19, fruto da tradição jesuíta e das manifestações folclóricas nordestinas. Na capital pernambucana, a festa encerra o ciclo natalino iniciado pela prefeitura do Recife desde o dia nove de dezembro.
Seguindo a tradição popular, a lapinha fica em chamas por ser considerada sagrada e não poder ser jogada no lixo.

“Adeus, pastorinhas! Adeus que eu me vou... Até para o ano, se eu viva for”, era a melodia entoada pelos grupos pastoris ao se despedir do Natal. Com a lapinha consumida pelo fogo foi chegada a hora de anunciar o Carnaval. O grupo Mendes e sua Orquestra foi o responsável por dar os primeiros acordes para saudar o Ano Novo e deixar claro que, findado o ciclo natalino, no Domingo de Reis, a época agora é do frevo.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias