GREVE

Funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

Entre os motivos da greve estão a posição da categoria, que é contra a privatização da estatal

Marcelo Aprigio
Marcelo Aprigio
Publicado em 11/09/2019 às 9:45
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Foto: Tião Siqueira/JC Imagem
Entre os motivos da greve estão a posição da categoria, que é contra a privatização da estatal - FOTO: Foto: Tião Siqueira/JC Imagem
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Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, os Correios, em Pernambuco, decidiram, em uma assembleia, realizada na noite dessa terça-feira (10), aderir à greve nacional de servidores da estatal por tempo indeterminado.

Segundo a categoria, a greve quer impedir a redução dos salários e de benefícios, além de ser contra a privatização dos Correios, proposta defendida pelo Governo Federal, que incluiu a empresa no Programa Nacional de Desestatização em agosto.

Em Pernambuco, com a greve, apenas 30% dos serviços funcionarão, afetando assim a entrega de correspondências e mercadorias. Ao todo, funcionários de 200 agências dos Correios no Estado cruzaram os braços desde as 22h desta terça (10). Nesta quarta-feira (11), às 14h, para avaliar a mobilização, ao lado da sede dos Correios em Pernambuco, na Avenida Guararapes, área central do Recife.

Por meio de nota, em sua página na internet, nota a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) diz que a greve acontece para defender direitos, salários e empregos.

"A decisão foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família", afirma a nota.

A Findect disse ainda que a greve foi decretada em São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Maranhão e na maioria dos estados do Brasil.

O que dizem os Correios

Também por nota, os Correios afirmaram que participaram de mesas de negociação com os trabalhadores, mas que não houve consenso entre a diretoria da estatal e os sindicatos. Leia a íntegra da nota:

"Os Correios participaram de dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, quando foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o Acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões. Mas as federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa, algo insustentável para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso pela empresa.

No momento, o principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população."

Atualmente, os Correios possuem cerca de 11 mil pontos de atendimento em todo o país e é a única empresa pública presente em mais de 5.500 municípios brasileiros.

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