Carnaval 2018

Bloco Eu Acho É Pouco desfila contra preconceito no Carnaval de Olinda

Neste ano, a onda vermelha e amarela do Eu Acho É Pouco traz o tema 'Preconceito é uma arma que mata, desarme-se'

Luisa Farias
Luisa Farias
Publicado em 10/02/2018 às 17:25
Fotos: Arquimedes Santos/divulgação PMO
FOTO: Fotos: Arquimedes Santos/divulgação PMO
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O famoso bloco carnavalesco "Eu Acho é Pouco" ganha as ruas de Olinda nesse Sábado de Zé Pereira. Com as cores vermelho e amarelo, o dragão arrasta os foliões da concentração na Praça dos Milagres para desfilar pelas ladeiras da Cidade Alta. Neste ano, o tema do bloco é "Preconceito é uma arma que mata, desarme-se". As fantasias dos foliões dão o colorido no desfile das cores vermelha e amarela do bloco. 

Representando as cores laranja e verde, Emanuela Bezerra, Lorena Lins e outras três amigas foram fantasiadas de Tang para o bloco. “Estamos aqui para pegar o Eu Acho é Pouco. Vimos algumas brigas aqui, mas fora isso está tudo tranquilo em Olinda”, contam as estudantes. As tardes de Carnaval em Olinda são vistas por muitos foliões como a alternativa ao peso das manhãs do Galo da Madrugada. É uma tradição que também se confunde com a história do Eu Acho é Pouco.

O servidor João Victor Rocha, de 34 anos, vai para o Eu Acho É Pouco desde criança. Sua esposa, Ana Karla Vasconcelos, o acompanha há cerca de 10 anos. Mesmo com o pé torcido, ela fez questão de prestigiar a festa. João Victor defende que a postura crítica do bloco é fundamental. A animação e o fato dele reunir pessoas com energia e pensamentos semelhantes é o que o atrai. "Sem Eu acho É pouco não tem Carnaval pra mim", conta João. 

Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
Dragão comanda a onda vermelha e amarela do Eu Acho É Pouco - Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
Bloco "Esses Boy Tão Muito Doido" - Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
A arquiteta Clistiane Araújo, de 43 anos, é Pernambucana e vai para Olinda todos os anos - Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
Sábado de Zé Pereira foi tranquilo nas ladeiras de Olinda - Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
Desfile dos bonecos gigantes - Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
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Desfile dos bonecos gigantes - Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
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Desfile dos bonecos gigantes - Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
Foto: Bianca Bion / Especial para o JC Imagem
Bloco Ceroula de Olinda desfila no seu 56º Carnaval - Foto: Bianca Bion / Especial para o JC Imagem
Foto: Bianca Bion / Especial para o JC Imagem
As estudantes Emanuela Bezerra e Lorena Lins foram fantasiadas de Tang - Foto: Bianca Bion / Especial para o JC Imagem
Foto: Bianca Bion / Especial para o JC Imagem
Steveson Pereira e Brena Carolaine estão fantasiados de mexicanos - Foto: Bianca Bion / Especial para o JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
Inácio Falcão foi fantasiado de "Papa Frevo" para denunciar e horar pelo fim da corrupção no país - Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
Foto: Bianca Bion / Especial para o JC Imagem
Fantasia de foliões de Fortaleza são inspiradas no série La Casa de Papel - Foto: Bianca Bion / Especial para o JC Imagem
Fotos: Arquimedes Santos/divulgação PMO
Foliões se divertem neste Sábado de Zé Pereira no bloco carnavalesco Mangue Beat - Fotos: Arquimedes Santos/divulgação PMO
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Foliões se divertem neste Sábado de Zé Pereira no bloco carnavalesco Mangue Beat - Fotos: Arquimedes Santos/divulgação PMO
Fotos: Arquimedes Santos/divulgação PMO
Foliões se divertem neste Sábado de Zé Pereira no bloco carnavalesco Mangue Beat - Fotos: Arquimedes Santos/divulgação PMO
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Foliões se divertem neste Sábado de Zé Pereira no bloco carnavalesco Mangue Beat - Fotos: Arquimedes Santos/divulgação PMO
Fotos: Arquimedes Santos/divulgação PMO
Foliões se divertem neste Sábado de Zé Pereira no bloco carnavalesco Mangue Beat - Fotos: Arquimedes Santos/divulgação PMO
Fotos: Arquimedes Santos/divulgação PMO
Foliões se divertem neste Sábado de Zé Pereira no bloco carnavalesco Mangue Beat - Fotos: Arquimedes Santos/divulgação PMO

História

O Eu Acho é pouco, foi fundado em 1976, em Olinda, criado por um grupo de amigos que havia se juntado para curtir a folia e criticar a ditadura militar em vigor no Brasil. Antes do Eu Acho é Pouco surgir, o grupo de amigos já havia ironizado o período de repressão e restrições à liberdade de expressão com uma brincadeira que pode ser considerada precursora e pioneira - um pequeno bloco chamado Língua ferina.

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