Carnaval 2020

Águia de Ouro é a campeã no Carnaval 2020 de São Paulo

Contando história de sabedoria e falando da Idade da Pedra até o Futuro, Águia de Ouro é a mais nova campeã do Carnaval de São Paulo

JC Online
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Publicado em 25/02/2020 às 21:15
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Foto: NELSON ALMEIDA/AFP
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Com 269,9 pontos, Águia de Ouro é a grande campeã do Carnaval 2020 de São Paulo, após levar para a avenida um enredo politizado sobre o "poder do saber" e uma homenagem ao educador Paulo Freire. É a primeira vez que a agremiação fundada em 1976 no bairro da Pompeia, na Zona Oeste, é a campeã do Grupo Especial do Carnaval paulista. No ano passado, ela ficou em sexto lugar.

Mestre Juca, da Águia, se emocionou com a vitória. "Eu não sei nem o que falar. Não sei o que estou sentindo. Estou muito feliz. A comunidade da Pompeia está há 44 anos atrás desse título. Águia de Ouro sempre foi grande. Um mês de festa na Pompeia", celebrou. Ele ainda afirmou que daria um beijo na boca de todos os ritmistas e lembrou os desafios enfrentados pela escola.

A vitória teve gosto de virada: durante boa parte da apuração, até o penúltimo quesito, Alegoria, a Acadêmicos do Tatuapé liderava. Além disso, os componentes encararam o troféu como um reconhecimento de seu esforço: a dois dias do desfile, as fantasias dos 250 integrantes da Bateria não estavam prontas e a comunidade se uniu em uma força-tarefa para executar as peças a tempo de entrar na avenida.

Assim que saiu o resultado, uma tempestade tomou conta do Anhembi. Isso não impediu que integrantes da Águia de Ouro levantassem o troféu. Enquanto alguns saíram desfilando com o troféu, outros não seguiram por conta da chuva. Houve até queda de energia no local.

Desfile da campeã

Com o enredo "O poder do saber", a Águia de Ouro contou a história da sabedoria, da Idade da Pedra até o futuro e destacou causas importantes. Composta por cadeirantes, havia uma ala dentre as 26, nomeada como "Saber respeitar a diversidade", e outra chamada "Partilhar as riquezas monetárias", com integrantes em fantasias douradas e adornadas com cifrões.

A agremiação homenageou o educador Paulo Freire e ousou com um carro alegórico que relembrou a devastação causada pela bomba atômica jogada na cidade de Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial. O carro representava a fumaça da bomba à frente, feita com palha de aço, e atrás ficava uma estrutura que simulava um prédio em chamas, com fogo projetado em telas.

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