Reivindicação

Integrantes do MST realizam protesto no Recife

O protesto faz parte de um movimento nacional denominado como Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária

Adige Silva
Adige Silva
Publicado em 16/04/2019 às 13:13
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Foto: Marcelo Camargo/ Imagem Ilustrativa / Agência Brasil
O protesto faz parte de um movimento nacional denominado como Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária - FOTO: Foto: Marcelo Camargo/ Imagem Ilustrativa / Agência Brasil
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Um grupo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realiza protesto em caminhada por vias do Recife, nesta terça-feira (16). No primeiro momento, os manifestantes ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), localizado na Avenida Rosa e Silva, Zona Norte do Recife. Posteriormente, saíram em caminhada pela Rua Real da Torre e Abdias de Carvalho, em direção à Secretaria de Desenvolvimento Agrário, no Instituto Agrário de Pernambuco (IPA), no Bongi, na Zona Oeste do Recife. Segundo a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife, o protesto não chegou a interditar nenhuma das vias ocupadas, apenas deixando o trânsito "um pouco mais lento".

Entenda o protesto

Os manifestantes chegaram por volta das 09h30 na sede do Incra. O protesto faz parte de um movimento nacional denominado como Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, celebrado entre 15 e 17 deste mês. Segundo Jaime Amorim, coordenador do MST, a ocupação do Incra foi uma forma de protesto contra o "desmantelo" da instituição. "Além disso, protestamos contra os 23 anos de impunidade do latifúndio no campo e, em especial, para mostrar que nós vamos continuar lutando pela reforma agrária", relatou o coordenador.

Após a ocupação no Incra, os manifestantes partiram em caminhada para o Instituto Agrário de Pernambuco (IPA), com a intenção de entregar e apresentar um documento com reivindicações da categoria para o Governo do Estado. Segundo Jaime, entre outras pautas, consta no documento questões sobre a desapropriação diária pelo crédito latifundiário e a criação de escolas de assentamentos que, segundo ele, "o governo ficou de construir há anos".

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