Alto Sustentável

Projeto completa cinco anos levando conscientização ambiental ao Alto José do Pinho

No último domingo (29), o projeto comemorou cinco anos com mutirão de limpeza e plantação de hortas verticais

Mayra Cavalcanti
Mayra Cavalcanti
Publicado em 01/10/2019 às 7:15
Foto: Mayra Cavalcanti/JC Online
No último domingo (29), o projeto comemorou cinco anos com mutirão de limpeza e plantação de hortas verticais - FOTO: Foto: Mayra Cavalcanti/JC Online
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Foi na casa de número 81 da Rua Severino Bernardino Pereira, no Alto José do Pinho, Zona Norte do Recife,que o projeto Alto Sustentável nasceu. Idealizado pelo biólogo e policial militar Hamon Dennovan, a iniciativa conta com a ajuda da população para promover ações para melhorar o meio ambiente, a saúde e o espaço social. No último domingo (29), um evento celebrou os cinco anos da ação. Entre as atividades, coleta seletiva do lixo, plantação de mudas, cortes de cabelo, roda de diálogo e muita música.

“A gente tenta gerar consciência ambiental nas pessoas que o lixo, jogado de forma irregular, prejudica diversos setores da comunidade, como o turismo, o saneamento básico, a qualidade da saúde e a insegurança”, explica Hamon. De acordo com ele, as ações do projeto envolvem não apenas a educação ambiental, como cultura, música, grafitagem e pintura artística. Por mês, o Alto Sustentável promove um mutirão: recolhimento do lixo, pintura de escadarias e paredes, além de plantação de hortas. Todas as atividades são mantidas pela comunidade.

Voluntários participam do projeto

“Os problemas hoje são outros. Não é educação ambiental nem meio ambiente. É fome, desemprego, violência e saúde. Então, a gente usa diversas disciplinas e acaba chamando a atenção das pessoas para participar do projeto”, conta o idealizador.
Segundo Hamon, a quantidade de participantes varia de 70 a 100 jovens. O lixo recolhido é entregue nos Ecopontos do Recife. O estudante Ronald Silva, 13 anos, é um dos voluntários. “Gosto muito. A gente já fez limpeza de rua, já transformou praça cheia de lixo em lugar de brincadeira e tirou lixo de um local e colocou plantas e elas estão lá até hoje”, relata.

A mãe de Hamon, a agente de saúde Jussara Pulsar, 52 anos, é funcionária pública e também participa do projeto. “Não dá para esperar apenas o poder público. A cultura do cuidado com o meio ambiente tem que existir. É desgastante, porque temos que colocar a mão na massa, mas temos que fazer nossa parte”, afirma. Segundo ela, o bom exemplo deve partir de casa. “Saúde, higiene e meio ambiente estão interligados. A população faz parte e já não deixa mais o povo colocar lixo no lugar errado. Prefere pneu com plantas. Então, a gente também diminui vetores das doenças”, completa.

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