MORTE DA ALEMÃ

TJPE mantém local do júri do Caso Jennifer

Defesa de dois réus solicitou que julgamento não ocorresse em São Lourenço, mas a 2ª Câmara Criminal negou

Diogo Menezes
Diogo Menezes
Publicado em 13/12/2011 às 8:51
Foto: Guga Matos/JC Imagem
Defesa de dois réus solicitou que julgamento não ocorresse em São Lourenço, mas a 2ª Câmara Criminal negou - FOTO: Foto: Guga Matos/JC Imagem
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A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) negou o pedido de desaforamento (transferência de local) do julgamento de Delma Freire e Alexandro Neves dos Santos, acusados de participar do assassinato da turista alemã Jennifer Kloker, então com 23 anos, no dia 16 de fevereiro de 2010. O processo originário tramita na Vara Criminal de São Lourenço da Mata, no Grande Recife. A defesa alegou parcialidade da população local e o comprometimento da segurança dos réus. Mas o relator do caso, o desembargador Antônio Carlos Alves da Silva, desconsiderou os argumentos.

"Quanto à suposta parcialidade dos jurados, ambos os requerentes se apegam ao fato de que na sessão designada para o dia 24 de maio deste ano, diante do Incidente de Insanidade Mental suscitado pela defesa de Delma Freire, teria a Promotoria de Justiça requerido o encaminhamento dela ao manicômio judicial (HCTP) e, após o embate entre as partes, a platéia teria aplaudido o promotor de Justiça", disse o desembargador, no voto proferido na última quarta-feira, para concluir: "Creio que a diligente providência no sentido de não repetir os jurados que estavam presentes nesse incidente para a convocação em que o processo será efetivamente julgado põe uma pá de cal em toda essa questão."

O magistrado também não viu fundamento na tese de que os réus estão com a integridade física comprometida. "Até porque já foram realizadas diversas audiências nesse processo, que tem cinco acusados, e não há registro de incidentes", enfatizou. Os desembargadores Antônio de Melo e Lima, presidente da 2ª Câmara Criminal do TJPE, e Mauro Alencar seguiram o voto do relator.

Além de Delma, sogra de Jennifer, e Alexandro, Ferdinando Tonelli, Pablo Richardson Tonelli (marido da jovem e filho de Delma), e Dinarte Dantas de Medeiros também são acusados de tramar a morte da turista. Ninguém ainda foi julgado. A data da retomada do júri popular ainda será definida.

No fim do Carnaval de 2010, o corpo de Jennifer foi encontrado pela polícia com três tiros no tórax às margens da BR-408, próximo ao Terminal Integrado de Passageiros (TIP). Inicialmente, a família prestou queixa, afirmando que a turista havia sido vítima de assalto seguido de morte (latrocínio). Mas, depois, a polícia indiciou os cinco por homicídio.

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