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Ambulantes aguardam melhorias prometidas na Rua do Hospício

Ainda não há prazo para ações saírem do papel. Prefeitura diz que há um entrave nos recursos que seriam direcionados para as obras

Thiago Neuenschwander Cavalcante
Thiago Neuenschwander Cavalcante
Publicado em 20/03/2012 às 11:16
Priscila Buhr/JC Imagem
FOTO: Priscila Buhr/JC Imagem
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Mais de um ano depois da ação de ordenamento do comércio informal, os ambulantes da Rua do Hospício, na Boa Vista, Centro do Recife, continuam à espera da construção do shopping popular, prometido pela prefeitura. Além disso, os comerciantes também aguardam a implantação da praça de alimentação na via, em frente ao Teatro do Parque.

Em geral, a Rua do Hospício continua organizada. As calçadas, em sua maioria, não apresentam buracos, os caminhões de carga e descarga obedecem os horários e locais e apenas ambulantes cadastrados comercializam produtos na via. A maneira como está sendo a fiscalização, no entanto, não agrada os vendedores.

“Nos transformamos em empregados da prefeitura. Eles passam aqui duas vezes por dia e nós temos que assinar a presença. Se eu precisar sair para ir no médico, tenho que pedir autorização, se não levo falta e corro o risco de receber uma suspensão”, disse o comerciante Francisco José Antônio. Segundo ele, foram gastos R$ 5 mil para reformar o fiteiro em que trabalha para adequá-lo às normas da prefeitura.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Informal de Pernambuco, Elias de França, a categoria está dando um tempo para a prefeitura agir. “Entendo que o final do ano é uma época complica e, logo depois, vem o Carnaval. Mas, em breve, vamos voltar a cobrar as promessas, já que o prefeito não parece estar demonstrando boa vontade para resolver a questão do shopping popular.”

Outra reivindicação dos comerciantes é a implantação das áreas específicas para os vendedores de alimentos. “Eles consertaram a tubulação do banheiro e vaza mais. Os benefícios, no entanto, pararam por aí. As calçadas dessa área continuam esburacadas. A situção seria muito pior se nós não nos juntássemos para fazer o remendo com cimento e areia”, disse o comerciante Brivaldo José dos Santos.

Priscila Buhr/JC Imagem
Apesar da reorganização, ambulantes ainda esperam por melhorias na via - Priscila Buhr/JC Imagem
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Apesar da reorganização, ambulantes ainda esperam por melhorias na via - Priscila Buhr/JC Imagem
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Apesar da reorganização, ambulantes ainda esperam por melhorias na via - Priscila Buhr/JC Imagem
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Apesar da reorganização, ambulantes ainda esperam por melhorias na via - Priscila Buhr/JC Imagem
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Apesar da reorganização, ambulantes ainda esperam por melhorias na via - Priscila Buhr/JC Imagem
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Apesar da reorganização, ambulantes ainda esperam por melhorias na via - Priscila Buhr/JC Imagem

 

Segundo a diretora em exercício de Controle Urbano (Dircon), Cândida Bonfin, não existe um prazo para que as promessas saiam do papel. “Essas ações dependem de orçamento para serem realizadas e, no momento, há uma entrave de recursos.” Segundo ela, os ambulantes serão recadastrados este mês, para verificar se as normas estão sendo seguidas.

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