Medo

Sem a PM nas ruas, comércio de cidades do interior de Pernambuco fecha

A clima de insegurança provocou toma conta da população

Do JC Online
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Publicado em 15/05/2014 às 12:28
Foto: Glauber Cesar/ Comuniq
A clima de insegurança provocou toma conta da população - FOTO: Foto: Glauber Cesar/ Comuniq
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Atualizada às 22h54

O sentimento de insegurança também está tomando conta da cidades do interior de Pernambuco. Várias lojas dos centros comerciais baixaram as portas na manhã desta quinta-feira (15) e em alguns municípios  até linhas de ônibus foram reduzidas. 

Vitória de Santo Antão, Gravatá, Caruaru, Toritama e Santa Cruz são algumas das cidades em que os estabelecimentos foram fechados. Em Garanhuns, as agências bancárias tiveram o atendimento suspenso.  Apesar dos boatos de saques, ainda não há registros de saques, arratões ou arrombamentos na Zona da Mata, Agreste e Sertão

Em entrevista à Rádio Jornal Garanhuns AM 1210, na manhã desta quarta, o prefeito de Garanhuns, Izaías Régis (PTB), disse que já pediu apoio ao 71º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMTZ), sediado na cidade, para que tropas da unidade possam garantir a segurança nas ruas do município.

O alvo do vandalismo em Toritama, no Agreste, foram os prédios da prefeitura e da Câmara. Móveis, computadores e documentos da administração pública foram atirados do lado fora. “Saquearam tudo, despejaram no meio da rua e tocaram fogo”, denunciou o secretário de Governo, Douglas Costa, enquanto se dirigia para uma reunião de emergência com o prefeito Odon Ferreira.

Em Caruaru, também no Agreste, o polo comercial foi afetado logo de manhã por um boato de que um arrastão estava prestes a acontecer. Trabalhadores e estudantes que voltavam para casa enfrentaram assaltos e agressões pelo caminho, como relatou a universitária Rayanne Reis, 20. “Dois assaltantes roubaram meu celular quando voltava para casa hoje de manhã, depois que a faculdade cancelou as aulas”, contou. Outro estudante, Romero Silva, além de perder a carteira e o celular, foi empurrado pelos arruaceiros. “A cidade está um caos. Mesmo se você não reagir acaba sendo agredido”, desabafou.

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