Patrimônio

Mercado Eufrásio Barbosa está interditado

Risco de desabamento do teto do salão principal motivou decisão da Prefeitura de Olinda

Adriana Guarda
Adriana Guarda
Publicado em 10/08/2014 às 1:00
Heudes Regis
Risco de desabamento do teto do salão principal motivou decisão da Prefeitura de Olinda - Heudes Regis
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A Prefeitura de Olinda interditou o Mercado Eufrásio Barbosa, no Varadouro, na última sexta-feira. Um laudo do setor de engenharia do município apontou risco de desabamento do teto do salão principal e a Defesa Civil fechou o equipamento. A interdição acontece antes do início das obras de recuperação do espaço, que vai se transformar num centro de artes. A previsão da Secretaria de Turismo de Pernambuco, responsável pela restauração, é que as obras sejam iniciadas em outubro.

“O teto já estava ameaçando desabar. Com chuvas e muita ventania ao longo dos últimos dias, a decisão foi fechar o Mercado. Não podemos colocar a vida das pessoas em risco”, afirma o secretário de Patrimônio e Cultura de Olinda, Lucilo Varejão Neto. Abandonado, sujo e com infiltrações, o espaço virou ponto de encontro de usuários de drogas. “O Mercado vem sendo arrombado por esses grupos. Precisamos até comprar cadeados novos”, diz o gestor, observando que a prefeitura não tem condição de manter uma vigilância 24 horas no local. Da sexta-feira para o sábado os vândalos arrancaram até as placas de “interditado”.

Na última sexta-feira, técnicos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estiveram no local para elaborar um laudo final de avaliação para aprovar a reforma, que será bancada pela instituição, dentro do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur). A expectativa é inaugurar o espaço revitalizado em dezembro de 2015.

MARACATU
A interdição do Eufrásio Barbosa vai obrigar o Maracatu Nação Pernambuco a encontrar outro local para realizar ensaios e guardar seus instrumentos e figurinos. “O espaço nos foi cedido pela prefeitura desde 1994. Todo nosso equipamento artístico está guardado lá e durante a semana 112 pessoas ensaiam no local”, diz a diretora-geral da agremiação, Amélia Veloso.

No dia 24 de julho, a diretoria do Maracatu recebeu um ofício informando que teria 48 horas para desocupar o local, mas não acatou a ordem. Amanhã, o Maracatu vai tentar ser recebido pelo prefeito Renildo Calheiros para discutir uma solução. Em dezembro o grupo comemora 25 anos de fundação.

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