Escola Estadual

Pais protestam contra fechamento de escola em Beberibe

Arquidiocese de Recife e Olinda, dona do espaço, não pretende renovar o contrato de aluguel com o Governo do Estado. Alunos precisam ser realocados.

Giovanna Torreão
Giovanna Torreão
Publicado em 05/09/2014 às 9:50
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Os pais e responsáveis dos alunos da Escola Cura D’ars, no bairro de Beberibe, no Recife, realizam protesto contra o fechamento da unidade de ensino, na manhã desta sexta-feira. De acordo com a GRE Recife Norte, a Arquidiocese de Recife e Olinda, dona do espaço, não pretende renovar o contrato de aluguel com o Governo do Estado.

Os responsáveis pelo local comunicaram em dezembro de 2013 que o contrato de aluguel iria expirar em dezembro deste ano. Apesar do comunicado ter sido feito ano passado, os pais só foram informados da possível realocação no último mês de agosto, faltando 4 meses para o fim do ano letivo. O possível fechamento da escola, que tem cerca de 90 anos, está causando revolta entre os pais. “A escola conta um pouco da história do bairro, não queremos que ela seja fechada”, afirma Eliziana Maria da Silva, mãe de uma aluna da escola. 

A escola conta com 27 funcionários, entre professores e servidores administrativos e cerca de 500 estudantes matriculados. Nas proximidades existem outras três escolas, mas, apenas duas oferecem ensino fundamental e elas estariam com a lotação máxima. Entretanto, de acordo com a gestora da GRE Recife Norte, Gilvaní Pilé, o fechamento da Escola Cura D’ars e a realocação de seus professores possibilitaria a matrícula de novos alunos. 

A saída encontrada pela gestora não agradou aos pais dos alunos que afirmam que as unidades não apresentam a segurança e a qualidade de ensino da Escola Cura D’ars. “ Os professores e funcionário tem uma relação especial com os alunos nessa escola que eu não vejo nas outras. Nós, os pais, queremos um prédio novo para a escola”, afirma Eliziana.

Em relação à locação de um novo prédio, a GRE Recife Norte, afirma que a Secretaria de Educação há cinco anos  busca um prédio com as condições adequadas ou um terreno para que seja construída uma nova escola na localidade. A dificuldade de encontrar um espaço em muito se deve aos processos para contrato com o órgão público. O dono do local deve se enquadrar aos 28 pontos previstos no contrato elaborado pela SEE e apresentar uma proposta de aluguel ou venda do imóvel. Os pais enviaram para a gerência quatro propostas de terreno para construção, sendo três sido descartadas por inadequação e a quarta espera visita da equipe de engenharia para análise.

A GRE Recife Norte enviou à direção da escola uma relação com nome de três unidades de ensino, para onde os alunos podem ir em 2015. As escolas são: Escola Estadual Pedro Celso, Escola Estadual Fábio Correa, Escola Estadual Dº Francisco P. de Queiroz. Os pais podem ainda escolher alguma outra escola da cidade. A gestora da GRE Recife Norte, Gilvaní Pilé, garante que nenhum desses alunos ficará desassistido.

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