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Olinda promete acabar alagamentos com obra no Canal Bultrins-Fragoso

O serviço está autorizado, será realizado num trecho de quase um quilômetro de extensão

Thiago Wagner Thiago Wagner
Thiago Wagner
Thiago Wagner
Publicado em 09/07/2019 às 6:51
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Ricardo B. Labastier/JC Imagem
O serviço está autorizado, será realizado num trecho de quase um quilômetro de extensão - Ricardo B. Labastier/JC Imagem
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Três anos depois de fazer o alargamento e revestimento das duas extremidades do Canal Bultrins-Fragoso, a Prefeitura de Olinda anuncia a continuidade da obra e promete, mais uma vez, acabar com pontos de alagamento em Bairro Novo, Casa Caiada, Jardim Fragoso e Bultrins. O serviço está autorizado, será realizado num trecho de quase um quilômetro de extensão, das proximidades da Rua Milton Pina até a Rua Marcolino Botelho, e terá 12 meses de duração.

De acordo com o engenheiro Evandro Avelar, assessor especial do prefeito Lupércio Nascimento, a obra esbarrou em desapropriações de imóveis construídos às margens do canal e foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado. “Avançamos nas desapropriações, fizemos nova reprogramação com a Caixa Econômica Federal, lançamos outra licitação para escolha da empresa que vai executar o serviço e conseguimos a autorização do TCE para retomar os trabalhos”, diz ele.

A prefeitura já desapropriou e demoliu 16 casas da beira do canal. Com isso, abriu um trecho de 300 metros de extensão ao longo do curso-d’água e deverá recomeçar a obra nessa área. Ainda falta pagar a desapropriação e derrubar outras 16 edificações. As novas indenizações custarão R$ 1,5 milhão, custeadas pelo governo do Estado. Os dois trechos alargados do canal somam quase um quilômetro, declara o engenheiro.

Com recursos do Ministério das Cidades liberados pela Caixa Econômica, a urbanização do Canal Bultrins-Fragoso está orçada em R$ 13.136.215,77. O dinheiro é suficiente para a prefeitura deixar o curso-d’água com três metros de profundidade e 12 metros de largura. “Hoje, ele tem trechos com 50 centímetros, um metro e um metro e meio de profundidade. A largura varia de 1,5 metro a 2 metros”, informa Evandro Avelar.

O projeto prevê implantação de ciclovia com três metros de largura em uma das margens do canal. E uma via pública asfaltada com seis metros de largura na outra margem, ladeada por calçadas, uma com 1,50 metro de largura e outra com dois metros. “Essa é uma obra de drenagem e de mobilidade muito importante para Olinda”, destaca o assessor, acrescentando que 60% das águas que caem na cidade passam pelo Canal Bultrins-Fragoso.

“Quando a pista estiver pronta, motoristas que saem de Rio Doce e Jardim Atlântico poderão seguir pela via marginal até a Avenida Chico Science, nos Bultrins. Haverá melhoria no trânsito”, reforça o prefeito de Olinda, Lupércio Nascimento, logo após assinar a ordem de serviço para autorizar o início da obra, em solenidade na manhã de ontem às margens do canal, em Jardim Fragoso. A contrapartida da prefeitura é de R$ 657.771,39.

A moradora de Bairro Novo Esmeraldina Santiago, 81 anos, acompanhou a solenidade para saber se o imóvel onde vive há 39 anos seria demolido. “Disseram que minha casa não será desapropriada e estou confiante nas melhorias, se a obra for bem feita”, diz Esmeraldina.

Ela ressalta que as vias próximas ao canal ficam alagadas quando chove, porque o terreno é baixo, e isso desvaloriza as edificações. “As ruas viram um verdadeiro rio de água suja e essa água empoçada demora a descer. Nem vender a casa a gente pode, ninguém vai querer comprar”, comenta.

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