Jaboatão

Reconstituição de crime sem familiares e imprensa

Delegado do caso da morte do ajudante de carga André Braz preferiu preservar envolvidos

Rafael Carvalheira
Rafael Carvalheira
Publicado em 01/11/2011 às 23:45
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A polícia realizou, na noite deste terça (1º), em Jardim Jordão, Jaboatão dos Guararapes, a reconstituição do episódio que resultou na morte do ajudante de carga André Braz, 18 anos. Nem a imprensa, nem familiares da vítima tiveram acesso.

“Queria, apenas, saber porque não posso acompanhar. Vim para cá com a intenção de ver tudo, mas não me deixaram ver nada”, reclamou a mãe da vítima, Margarida Maria da Silva.

De acordo com o delegado que investiga o caso, Francisco Júnior, o acesso de jornalistas e familiares foi proibido para não atrapalhar o trabalho de investigação.

“Quem está diretamente envolvido no caso poderia ficar constrangido com a presença de outras pessoas e, principalmente, sabendo que, no dia seguinte, tudo será divulgado nos meios de comunicação”, argumentou.

A polícia não revelou se algum detalhe do crime foi esclarecido mesmo depois da reconstituição.
André Braz foi morto no dia 5 de outubro. De acordo com familiares da vítima, o jovem tinha recebido o seu primeiro salário e por isso saiu para comemorar com os amigos.

Ele pilotava uma moto sem habilitação, por isso desviou quando avistou duas viaturas da PM paradas na Avenida Gonçalves Dias. André foi morto com um tiro nas costas, disparado pelo cabo Antônio José Pereira dos Santos, do 6º Batalhão da Polícia Militar. O PM alega que o tiro foi disparado “acidentalmente.”

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