Canibalismo

Advogado de canibal de Garanhuns solicita teste de sanidade mental

Cabe agora ao juiz José Carlos Vasconcelos Filho, da 1ª Vara Criminal de Garanhuns, aceitar ou não o pedido

Carlos Eduardo Santos
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Carlos Eduardo Santos
Publicado em 06/06/2012 às 9:21
Foto: Wenyson Albiergi/JC Imagem
Cabe agora ao juiz José Carlos Vasconcelos Filho, da 1ª Vara Criminal de Garanhuns, aceitar ou não o pedido - FOTO: Foto: Wenyson Albiergi/JC Imagem
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No dia em que a Polícia Civil deu detalhes do indiciamento de Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, 50 anos, e de suas companheiras por mais uma morte, a Justiça confirmou que o advogado dele entrou com pedido de incidente de sanidade mental. Dessa forma, a defesa pretende sustentar a hipótese de que Jorge tem transtornos mentais e não poderia responder pelos seus atos. O trio ficou conhecido como os canibais de Garanhuns, Agreste do Estado, por esquartejar e comer parte dos corpos das vítimas.

Cabe agora ao juiz José Carlos Vasconcelos Filho, da 1ª Vara Criminal de Garanhuns, aceitar ou não o pedido. Caso a solicitação seja deferida, o suspeito será submetido a um exame para atestar se sofre distúrbios psíquicos.

Ontem, a Polícia Civil indiciou Jorge, a esposa Isabel Cristina Pires da Silveira, 51, e a amante Bruna Cristina Oliveira da Silva, 26, pelo assassinato de Jéssica Camila da Silva Pereira, 17, crime ocorrido em 2008, no bairro de Rio Doce, em Olinda, no Grande Recife.

Em coletiva de imprensa, o diretor de Operações da corpora-ção, delegado Osvaldo Morais, e o delegado de Olinda, Paulo Berenguer, ainda descartaram que o grupo tenha cometido mais crimes, além dos assassinatos de Jéssica e de duas mulheres em Garanhuns.

O trio foi preso em 11 de abril, após a polícia descobrir os corpos de Giselly Helena da Silva, 31, e Alexandra da Silva Falcão, 20, enterrados no quintal da casa onde eles moravam, em Garanhuns. Eles confessaram ter matado, esquartejado e comido pedaços dos corpos das mulheres.

Por esses assassinatos no interior do Estado, Jorge, Isabel e Bruna foram denunciados pelo Ministério Público e o caso já está na Justiça. Quando questionado se o acusado teria problemas mentais, o delegado Paulo Berenguer foi taxativo.

“Ele já foi julgado e inocentado por falta de provas em um processo de assassinato e ninguém nunca afirmou que ele tinha problemas mentais”, destacou Berenguer, referindo-se ao homicídio de Luciano Severino da Silva, em 1994, mas que o julgamento só ocorreu em 2010.

A estratégia da defesa de Jorge é a mesma dos advogados de Delma Freire, acusada com outras quatro pessoas de assassinar a nora, a alemã Jennifer Kloker, em fevereiro de 2010. O resultado do primeiro exame mostrou que a acusada não tinha problemas mentais. Mas a defesa insiste em novo exame, o que vem atrasando a realização do julgamento do caso.

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