Flagrante

Mulher é presa em Goiás após comprar bebê de pernambucana

Mãe biológica da criança seria da cidade de Caruaru, no Agreste, e a teria vendido por cerca de R$ 2.500

Do JC Online
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Publicado em 10/09/2015 às 23:17
Foto: Reprodução
Mãe biológica da criança seria da cidade de Caruaru, no Agreste, e a teria vendido por cerca de R$ 2.500 - FOTO: Foto: Reprodução
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A Polícia Civil de Goiás prendeu nesta quarta-feira (9), na cidade de Minaçu, situada no Norte do Estado, uma mulher de 29 anos suspeita de comprar um bebê de menos de um mês. A mãe da criança, que teria negociado com Dian Carla Batista Gonçalves, seria de Caruaru, Agreste pernambucano.

Funcionários do Hospital Municipal de Minaçu denunciaram a mulher depois que ela procurou a unidade afirmando ser a mãe da criança, que aparentava ter cerca de sete dias na ocasião. A equipe desconfiou da informação porque as condições físicas da suspeita não eram condizentes com uma mulher que tivesse dado a luz tão recentemente.

“Quando a mulher e a criança foram examinados pelos médicos, prontamente eles desconfiaram que ela estava mentindo”, explicou o agente de polícia Rodrigo Mateus, de Goiás.

Ao perceber que tinha sido descoberta, a mulher saiu do hospital e foi até a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para tentar registrar a criança, mas os servidores que a atenderam também desconfiaram do relato de Dian Carla e procuraram a polícia, que conseguiu localizá-la.

“Em depoimento ela disse que deu a luz na estrada, no caminho do Paraná para Goiás, e que o marido seria caminhoneiro. A mulher afirmou ainda que ela mesma cortou o cordão umbilical da criança e realizou todos os procedimentos do parto”, detalhou o agente. 

A suspeita não conseguiu manter a história, entretanto, porque foi flagrada com diversos comprovantes de depósitos. O montante ultrapassava R$ 2.500. Diante deste fato, a mulher acabou confessando a compra do bebê.

Segundo o agente Rodrigo Mateus, Dian Carla conheceu a mãe da criança através de um grupo de venda e troca de roupas e acessórios em uma rede social há cerca de um mês, quando iniciaram a negociação. Os depósitos, segundo a acusada, começaram a ser realizados ainda durante a gestação.

Os policiais também tiveram acesso ao telefone celular de Dian e encontraram várias mensagens que comprovam a venda da criança, o que culminou com a prisão em flagrante da suspeita.

A Polícia Civil de Goiás prometeu entrar em contato com a polícia pernambucana para tentar identificar a mãe biológica da criança.

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