HOMICÍDIO

Familiares de PM assassinado dizem que ele foi ameaçado horas antes do crime

Whallyston Tavares morreu na noite de sexta-feira. Enterro será na tarde deste sábado

Margarida Azevedo
Margarida Azevedo
Publicado em 28/05/2016 às 14:16
Divulgação
Whallyston Tavares morreu na noite de sexta-feira. Enterro será na tarde deste sábado - Divulgação
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O corpo do policial militar Whallyston Dias Tavares, 33 anos, assassinado na noite de sexta-feira, será entrerrado às 16h no Cemitério de Santo Amaro, área central do Recife. Ele levou quatro tiros na cabeça próximo à sua residência, localizada no bairro de Dois Unidos, Zona Norte da capital, por volta das 21h30 de ontem.Familiares do soldado, lotado no Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), disseram que poucas horas antes de Whallyston ser assassinado um colega dele da PM havia ido até sua casa ameaçá-lo.

"Esse colega dele chamou meu irmão no portão. Eu e minha mãe fomos até lá. Ele queria conversar com Tom (como o soldado era chamado pela família). Mostrou um revólver e disse que se meu irmão era brabo ele também era. Depois foi embora", relatou Ezequiel Júnior, irmão da vítima.

Whasllyston estava dormindo. Ao acordar foi informado do que aconteceu. Prometeu à mãe que na segunda-feira iria prestar uma queixa na delegacia. Em seguida saiu para buscar o carro que havia deixado em um lava-jato perto de casa. Próximo do estabelecimento o PM foi surpreendido por um motoqueiro que disparou quatro tiros na sua cabeça. Vizinhos e parentes de Whasllyston o levaram para a UPA de Nova Descoberta, mas ele não resistiu e morreu.

A Assessoria de Comunicação Social da PM informa que o comando geral da corporação determinou um processo de apuração rigoroso do caso. Uma câmera da Secretaria de Defesa Social registrou imagem da moto do assassino. Com a placa, a polícia já sabe que ela pertence a outro PM. A suspeita é de crime passional. A hipótese é de que os dois homens estavam se relacionando com uma mesma mulher.

"Estamos investigando de imediato e com rigor, e não vamos descartar nenhuma possilibidade, inclusive entre os nossos", afirmou o Major Júlio Aragão, assessor de comunicação da PM.

 

 

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