Violência policial

Jovem baleado por PM em Itambé apresenta melhora, diz hospital

Edvaldo da Silva Alves foi baleado na última sexta (17), enquanto participava de um protesto na Zona da Mata

JC Online
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Publicado em 21/03/2017 às 9:56
Reprodução/Vídeo
Edvaldo da Silva Alves foi baleado na última sexta (17), enquanto participava de um protesto na Zona da Mata - FOTO: Reprodução/Vídeo
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O Hospital Miguel Arraes divulgou na manhã desta terça-feira (21) o boletim sobre o estado de saúde do jovem Edvaldo da Silva Alves, baleado por um policial militar em Itambé, Zona da Mata de Pernambuco. Na nota, a diretoria afirma que o rapaz continua internado na Unidade de Terapia Intensiva, mas apresentando melhora progressiva. Ele ainda está fazendo uso de respiração mecânica e passando pelo processo de diálise, necessária quando o paciente apresenta insuficiência renal. Este é o terceiro boletim sobre o estado de saúde do jovem. O primeiro foi divulgado no domingo (19).

Edvaldo foi baleado na última sexta-feira (17), enquanto participava de um protesto na cidade. Segundo uma testemunha, o ato era pacífico e, enquanto os manifestantes aguardavam a chegada da imprensa, policiais militares chegaram ao local fazendo ameaças e teriam ordenado o fim da manifestação. Um vídeo que mostra o momento que o jovem foi baleado repercutiu na internet. Na gravação, o oficial, com patente de capitão, diz: “É esse que vai levar o tiro primeiro?”. Na sequência, ele chama o soldado que dispara o tiro contra Edvaldo.

Em comunicado, a Secretaria de Defesa Social (SDS) afirma que instaurou inquérito policial e procedimento administrativo para apurar o fato. Informa ainda que os PMs foram retirados das funções de policiamento ostensivo até a investigação ser concluída. A Corregedoria da SDS também está atuando no caso. O episódio envolveu dois oficiais e um soldado da 3ª Companhia de Policiamento de Goiana, cidade vizinha a Itambé. O Ministério Público de Pernambuco anunciou nesta terça (21), que vai entrar no caso. 

Família afirma ter sido impedida de prestar queixa

Logo depois da ação, filmada por manifestantes, o irmão do Edvaldo foi até a delegacia, mas, segundo o advogado da família, Ronaldo Jordão, os agentes de serviço se recusaram a fazer o registro por envolver denúncia contra PMs. Em nota, a Polícia Civil negou que houve obstáculo para os parentes prestarem queixa. “A Polícia Civil desconhece que tenha havido tentativa, por parte de funcionários da delegacia, de impedir o depoimento da família. Ao contrário, a polícia tem todo o interesse em esclarecer os fatos, já tendo tomado os depoimentos dos policiais militares envolvidos, testemunhas, além da realização de diligências e perícias criminais.” Hoje os familiares vão até a delegacia para serem ouvidos pela polícia.

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