POLÍCIA CIVIL

Homem impede que jovem pule de ponte e cumpra fase da Baleia Azul no Recife

A adolescente estava no parapeito da Ponte Buarque de Macedo, nessa segunda-feira (15), quando o homem passou pelo local e a convenceu a não pular

JC Online
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Publicado em 16/05/2017 às 7:06
Foto: Edson Araújo/TV Jornal
A adolescente estava no parapeito da Ponte Buarque de Macedo, nessa segunda-feira (15), quando o homem passou pelo local e a convenceu a não pular - FOTO: Foto: Edson Araújo/TV Jornal
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A Polícia Civil está investigando a participação de mais uma jovem do Grande Recife no jogo Baleia Azul, que incentiva o comportamento suicida. A vítima, de 15 anos, reside no Cabo de Santo Agostinho, mas foi encontrada no parapeito da Ponte Buarque de Macedo, no Bairro do Recife, na noite dessa segunda-feira (15). Um homem que passava pelo local viu a situação e convenceu a adolescente a não pular. Com diversos cortes nos braços, incluindo um com o formato de uma baleia, ela estaria tentando cumprir a última fase do desafio.

Durante a conversa com o homem que a ajudou, a menina teria confessado o envolvimento com o jogo. Ela foi acolhida em uma casa no bairro de Santo Amaro. Na residência, os moradores acionaram o Conselho Tutelar e a jovem foi encaminhada para a Central de Plantões da Capital (Ceplanc), onde os pais foram informados.

A adolescente passou por exames no Instituto de Medicina Legal (IML) e o Conselho Tutelar informou que ela vai receber acompanhamento psicológico e, se necessário, psiquiátrico.

O jogo Baleia Azul

No jogo, adolescentes são convocados para grupos fechados no Facebook e no WhatsApp, e devem cumprir 50 desafios pré-estabelecidos por curadores, que são pessoas que comandam o jogo. Entre as tarefas, estão mutilar os braços com facas, assistir a filmes de terror na madrugada e, na tarefa final, cometer suicídio. Iniciado na Rússia entre 2015 e 2016, o "jogo da Baleia Azul" (Blue Whale) está supostamente ligado a uma série de suicídios em todo o mundo. Isso porque ele busca causar danos emocionais aos participantes.

Alertas para pais e educadores sobre o jogo

Educadores da rede de escolas de informática Microcamp, de São Paulo, elaboraram uma cartilha na qual são traçados dez sinais de alerta.

1. Prestar atenção se o jovem sabe do que e trata o jogo e seus perigos. Converse sobre o assunto. Na adolescência é comum que os pais sejam excluídos da vida social de seus filhos, entretanto, segundo Helder Hidalgo, coordenador de cursos e psicólogo, é fundamental ter um diálogo dentro de casa, entender qual é a necessidade do jovem no momento. 

2. Ficar atento ao comportamento dos jovens, prestando atenção se há alguma mudança significativa. 

3. Atenção nas atividades dos jovens na internet. Procure saber o que o jovem está acessando, o que está jogando, com quem, se aceitou convites de desconhecidos. 

4. Verificar se o jovem usa manga comprida mesmo em dia quente.

5. Verificar se há marcas pelo corpo. 

6. Atentar para o rendimento escolar. 

7. Perceber se há isolamento e sinais de tristeza. 

8. Notar se há agressividade.

9. Atentar para os temas das conversas dos jovens.

10. Se notar alguma alteração, professores e pais devem conversar com o jovem e procurar ajuda profissional. 

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