Feminicídio

Acusado de matar Mirella é investigado pela morte de outra mulher

O comerciante Edvan Ferreira da Silva, acusado de ter matado a fisioterapeuta Mirella Sena em abril deste ano, é suspeito de ter cometido crime em 2013

JC Online
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Publicado em 13/06/2017 às 16:53
Foto: Bobby Fabisak/ JC Imagem
O comerciante Edvan Ferreira da Silva, acusado de ter matado a fisioterapeuta Mirella Sena em abril deste ano, é suspeito de ter cometido crime em 2013 - FOTO: Foto: Bobby Fabisak/ JC Imagem
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Acusado de ter matado a fisioterapeuta Mirella Sena em abril deste ano, Edvan Luiz da Silva está sendo investigado novamente pela Polícia Civil de Pernambuco. Desta vez, ele é suspeito junto a outras duas pessoas de ter degolado uma mulher em 2013, no bairro do Cabanga, Zona Sul do Recife. A polícia revelou na tarde desta terça-feira (13) que testemunhas estão sendo ouvidas e que Edvan Luiz havia prestado depoimento na época do crime em questão. Contudo, ó órgão informou, por meio de nota, que vai se pronunciar apenas quando a divulgação das informações não colocar em risco as investigações.

Mulher degolada em 2013

No dia 15 de setembro de 2013, o corpo despido de uma mulher foi encontrado jogado em um campo no bairro do Cabanga, área Central do Recife. A vítima aparentava ter cerca de 30 anos e foi assassinada com um corte profundo no pescoço. A polícia acredita que a vítima também pode ter sido violentada sexualmente. O crime possui as mesmas características do Caso Mirella, no entanto, a polícia ainda não confirmou se este é o mesmo caso pelo qual Edvan Luiz e mais outros dois suspeitos estão sendo investigados.

Caso Mirella

A fisioterapeuta Tássia Mirella Sena de Araújo, de 28 anos, foi assassinada a facadas dentro do flat onde morava em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, na manhã do dia 5 de abril. O suspeito de cometer o homicídio, o vizinho Edvan Luiz da Silva, 32 anos, está preso desde o dia do crime. Ele foi indiciado, no dia 12 de abril, por estupro e homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, sem chance de defesa da vítima e feminicídio).

Mirella foi morta por volta das 7h da manhã, horário em que os vizinhos ouviram gritos e a polícia foi acionada. Seu corpo estava no meio da sala, despido, com um corte profundo no pescoço e outro na mão, indicando que tentou se defender. A perícia encontrou DNA de Edvan sob as unhas da vítima. O sangue que levava até o apartamento dele e encontrado em sua blusa também eram da fisioterapeuta.

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