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PM morto em troca de tiros é enterrado sob forte comoção no Recife

O sepultamento do soldado Giovanni Soares, 22 anos, aconteceu no Cemitério de Santo Amaro, no Centro do Recife, na tarde desta terça-feira (12)

JC Online
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Publicado em 12/12/2017 às 18:11
Foto: Reprodução/TV Jornal
O sepultamento do soldado Giovanni Soares, 22 anos, aconteceu no Cemitério de Santo Amaro, no Centro do Recife, na tarde desta terça-feira (12) - FOTO: Foto: Reprodução/TV Jornal
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O corpo do policial militar Giovanni Soares, 22 anos, morto em uma troca de tricos com suspeitos em Jaboatão dos Guararapes, na segunda-feira (11), foi enterrado com honras militares no Recife, na tarde desta terça (12). O sepultamento, no Cemitério de Santo Amaro, no Centro da cidade, ocorreu sob forte comoção.

Os pais de Giovanni, que trabalhava como PM há poucos meses, estavam bastante abalados e preferiram não falar com a imprensa. Além de parentes e amigos, muitos colegas de farda compareceram ao cemitério para prestar a última homenagem

Presente no sepultamento, o comandante geral da Polícia Militar de Pernambuco, Vanildo Maranhão, destacou que seguir a carreira de policial era o sonho do soldado. "Esse bravo policial militar jovem era filho de um policial da nossa corporação, o sonho dele era entrar na Polícia Militar, e conseguiu, era dessa última turma", afirmou.

PM havia largado quando foi morto

Segundo o delegado Breno Maia, Giovanni Soares e os colegas haviam acabado de largar quando abordaram os suspeitos, na noite dessa segunda (10). "O efetivo tinha acabado de largar do posto, que ficava em Prazeres, e estava se dirigindo ao batalhão, quando chegaram na estação, na frente do batalhão, perceberam homens caminhando pela linha do trem. Passaram a perseguir os suspeitos e, quando foram dar o comando de parada, foram surpreendidos pelos disparos de arma de fogo", explicou. Leia mais no site da TV Jornal.

A troca de tiros

Ao lado de dois outros soldados, Giovanni realizava abordagens na linha férrea no bairro de Massaranduba, em Jaboatão. Os três saíram em perseguição a dois suspeitos que fugiram ao ser dada ordem de parada para que fossem revistados e acabaram surpreendidos por outros suspeitos.

Giovanni foi atingido no braço e o projétil resvalou e entrou em seu corpo pela axila. Outro tiro acertou a perna. Ele chegou a ser levado para a Unidade de Pronto Atendimento da Imbiribeira (UPA), na Zona Sul do Recife.

Um outro policial militar machucou a mão durante o confronto, ao se jogar no chão, mas sem gravidade. Um suspeito também foi atingido e morreu.

Nota da PM sobre a ocorrência

Em nota, a Polícia Militar afirmou que não houve erro estratégico na atuação dos policiais. "A Corporação esclarece que não houve erro estratégico na atuação dos policiais. Pelo contrário, todo o procedimento realizado foi adequado. Por uma fatalidade, o policial foi atingido no braço, e o projétil resvalou e entrou em seu corpo pela axila. Outro tiro acertou a perna do militar."

Leia a nota da PM sobre a morte:

A Polícia Militar explica que neste momento difícil para todos da Corporação, o comandante do 6º BPM, onde o soldado Giovanni Soares Júnior era lotado, está dedicado a organizar as honras militares e prestar total apoio à família do militar, morto por bandidos no cumprimento do dever e em defesa da sociedade. Ao lado de dois outros soldados, ele realizava abordagens na linha férrea no bairro de Massaranduba, em Jaboatão, quando saíram em perseguição a dois suspeitos que fugiram ao ser dada ordem de parada para que fossem revistados e acabaram surpreendidos por cinco outros bandidos. Apesar de socorrido para a UPA da Imbiribeira ele não resistiu aos ferimentos. 
A Corporação esclarece que não houve erro estratégico na atuação dos policiais. Pelo contrário, todo o procedimento realizado foi adequado. Por uma fatalidade, o policial foi atingido no braço, e o projétil resvalou e entrou em seu corpo pela axila. Outro tiro acertou a perna do militar. Só após a conclusão da perícia da Polícia Científica será possível afirmar com certeza qual dos tiros provocou o óbito. Um outro policial machucou a mão durante o confronto, ao se jogar no chão, mas sem gravidade. Um dos acusados morreu na hora da troca de tiros.
A região onde ocorreu o confronto pertence a Área Integrada de Segurança 6 (AIS-6), região que há três meses vem reduzindo os índices de homicídios e assaltos dentro do Pacto pela Vida, graças à forte atuação da polícia.  Toda a investigação para localizar a quadrilha será feita de forma integrada entre as polícias Civil e Militar e um Inquérito Policial Militar será conduzido pelo 6º BPM. Só após a conclusão de ambos poderá se dar todos os esclarecimentos à sociedade.

Investigação

A investigação para localizar os suspeitos do crime será feita de forma integrada entre as polícias Civil e Militar e um Inquérito Policial Militar será conduzido pelo 6º Batalhão da Polícia Militar. 

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