ACIDENTE GRAVE

Motorista que atropelou ciclista na Via Mangue é encaminhado ao Cotel

Suspeito passou por audiência de custódia após ser preso em flagrante depois de depoimento de testemunha do acidente

Fillipe Vilar
Fillipe Vilar
Publicado em 19/03/2018 às 1:36
Foto: Rádio Jornal
Suspeito passou por audiência de custódia após ser preso em flagrante depois de depoimento de testemunha do acidente - FOTO: Foto: Rádio Jornal
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A prisão preventiva do motorista que atropelou um ciclista na Via Mangue, Zona Sul do Recife, na manhã do último sábado (17) foi decretada em audiência de custódia realizada nesse domingo (18). De acordo com informações obtidas pela Rádio Jornal, o contador de 37 anos foi encaminhado para o Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima. O caso vai permanecer sob investigação.

Estado de saúde do ciclista

A esposa do ciclista Alan Soares, atropelado pelo contador, informou que o estado de saúde dele é estável. Ele vai passar por cirurgia nesta segunda-feira (19), às 10h, no Hospital Memorial São José, onde está internado. Alan teve uma fratura em uma vértebra e rompeu um ligamento na coluna vertebral.

Relembre a história

Por volta das 5h30, o ciclista Alan Soares, 39, foi atingido por um carro modelo Chevrolet Cruze enquanto pedalava com um grupo de ciclistas na altura do Supermercado Extra, no sentido Boa Viagem, da Via Mangue. De acordo com testemunhas, Alan estava no acostamento quando foi surpreendido pelo veículo conduzido pelo contador, e que já vinha em "zigue-zague" ao longo da via desenvolvendo alta velocidade. 

Embora, a princípio, o delegado, com base nos relatos, tivesse arbitrado uma fiança para a liberação do condutor, a tomada do depoimento de uma nova testemunha, um motorista da Uber que também trafegava na via durante o acidente, foi fundamental para que Paulo Clemente decidisse pela prisão do contador e o encaminhasse para a audiência de custódia.

Na delegacia, o condutor garantiu não ter ingerido bebida alcoólica, reclamou do tratamento recebido pela polícia e disse ter sido submetido ao teste do bafômetro por cinco vezes, mas foi desmentido pelo delegado. "Ele ficava puxando ar para dentro e os policiais informaram que ele havia ingerido bebida alcoólica. Podemos dizer que ele nem chegou a fazer o teste do bafômetro porque não seguiu o procedimento padrão para a detecção do teor de alcoolemia", atestou o delegado.

 

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