RELEMBRE O CASO

Em 2015, padrasto violentou e também matou enteada em Pernambuco

Maria Alice Seabra, 19 anos, foi violentada, estuprada e morta pelo padrasto. Gildo da Silva Xavier foi condenado há 35 anos de prisão em maio deste ano

Cidades
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Publicado em 17/12/2018 às 7:00
Foto: Arquivo pessoal
Maria Alice Seabra, 19 anos, foi violentada, estuprada e morta pelo padrasto. Gildo da Silva Xavier foi condenado há 35 anos de prisão em maio deste ano - FOTO: Foto: Arquivo pessoal
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O último caso polêmico envolvendo padrasto e enteada em Pernambuco aconteceu em junho de 2015, quando a jovem Maria Alice Seabra, 19 anos, foi sequestrada, estuprada e morta pelo pedreiro Gildo da Silva Xavier. O acusado passou por júri popular em maio deste ano e foi condenado a 35 anos de prisão. Na época, Gildo confessou sentir atração pela enteada desde que ela tinha 16 anos. O crime foi premeditado.

O pedreiro criava Maria Alice desde que ela tinha quatro anos de idade. Pouco antes de morrer, a vítima descobriu que o padrasto estava traindo sua mãe e, por isso, evitava contato com ele. Além do sentimento que nutria pela jovem, Gildo confessou que uma tatuagem que a garota havia feito com o nome do pai, já falecido, também teria motivado o crime.

Para executar o plano contra a enteada, Gildo inventou que ter conseguido uma entrevista de emprego para ela na cidade de Gravatá, Agreste do Estado. No dia do sequestro, alugou um veículo e pegou Maria Alice na casa da família, no bairro da Estância, Zona Oeste do Recife, prometendo levar ao local da entrevista. No caminho do suposto compromisso, seguiu pela BR-101 em direção ao município de Paulista, Grande Recife. Nesse trajeto, o acusado dopou, violentou e matou a jovem.

Canavial

O corpo de Maria Alice foi encontrado cinco dias depois, em um canavial em Itapissuma, também na Região Metropolitana do Recife. A mão esquerda da garota foi decepada pelo padrasto.

Gildo era casado com a mãe de Maria Alice há 15 anos. O pedreiro foi condenado por quatro crimes, sendo 17 anos e seis meses pelo crime de homicídio qualificado, três anos e seis meses em razão do sequestro, 12 anos por causa do estupro e dois anos pela ocultação de cadáver.

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