INVESTIGAÇÃO

Polícia diz que exames periciais de menina sequestrada pelo padrasto terão prioridade

Prazo máximo para que se concluam as análises é de 10 dias

Fillipe Vilar
Fillipe Vilar
Publicado em 17/12/2018 às 15:31
Foto: Diego Nigro / Acervo JC Imagem
Prazo máximo para que se concluam as análises é de 10 dias - FOTO: Foto: Diego Nigro / Acervo JC Imagem
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A Polícia Científica informou que o processo de reconhecimento do corpo que seria da menina Maria Irlaine Dantas da Silva, 10 anos, sequestrada semana passada pelo padrasto, está sendo tratado como prioridade. De acordo com a gerente geral da Polícia Científica, Sandra Santos, o prazo máximo para que se concluam os exames solicitados é de 10 dias, mas espera-se que os laudos sejam emitidos em menos tempo. 

“A gente tem trabalhado com bastante atenção e dando prioridade a esses casos. As amostras foram encaminhadas ao Instituto de Genética Forense. O prazo que nós estabelecemos a priori é de 10 dias, o corpo está em um estado de decomposição e os exames ficam um pouco mais difíceis, mas tenho certeza de que conseguimos emitir um resultado em um prazo menor ”, explicou a gestora ao Por Dentro com Cardinot.

O corpo foi encontrado em Ribeirão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, nesse sábado (15), a cerca de 600 metros de distância do local onde o padrasto de Maria Irlaine, José Carlos da Silva, 41, se enforcou, na última quinta-feira (13). Foram solicitados um exame de DNA e um exame sexológico.

Ainda segundo Sandra Santos, a análise preliminar não encontrou sinais aparentes de abuso sexual.  “O médico legista que fez a necrópsia não viu nada que levasse a crer que a menina tivesse sofrido violência sexual, mas essa certeza só existirá após a conclusão do exame sexológico”, disse a perita. “Foi coletado material das cavidades vaginal e anal do corpo e isso será analisado”, relatou.

A perícia também não tem conclusão sobre a causa da morte da menina encontrada. “Isso vai depender de alguns exames secundários que vão ser realizados, como o toxicológico”, afirmou Santos. A confirmação da criança ter sido esganada também vai depender do resultado de exames. “Devido ao estado do corpo, só assim vai ser possível ter certeza de qualquer hipótese”, disse a perita.

'Minha filha sofreu muito', diz pai

Bastante abalado, o pedreiro João Pereira da Silva contou que quando a filha Maria Irlaine o visitava, em Barra de Guabiraba, não queria mais voltar para casa, no Cabo de Santo Agostinho, onde vivia com a mãe e o padrasto. Em entrevista à imprensa, no IML do Recife, no domingo (16) de manhã, ele disse que teve contato com a menina há cerca de seis meses.

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