EXAMES

Criança sequestrada pelo padrasto não sofreu violência sexual

A informação foi divulgada nesta terça-feira (18) pela Polícia Científica de Pernambuco

Rute Arruda
Rute Arruda
Publicado em 18/12/2018 às 17:50
Foto: Divulgação/Polícia Civil
A informação foi divulgada nesta terça-feira (18) pela Polícia Científica de Pernambuco - FOTO: Foto: Divulgação/Polícia Civil
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A Polícia Científica de Pernambuco divulgou, nesta terça-feira (18), que exames sexológicos não constataram violência sexual contra Maria Irlaine, 10 anos. A menina, que havia sido sequestrada pelo padrasto no dia 11 de novembro, foi encontrada morta nesse sábado (15), em Ribeirão, na Mata Sul do Estado. A identificação do corpo foi confirmada nesta terça-feira (18) após o Instituto de Genética Forense concluir a perícia de DNA.

Sepultamento

A previsão é de que a criança seja enterrada ainda nesta terça-feira (18) em Barra de Guabiraba, também na Mata Sul.

O desaparecimento

Maria Irlaine Dantas da Silva foi sequestrada pelo padrasto no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife (RMR). De acordo com o delegado Mamede Xavier, o homem não aceitou o fim do relacionamento com a mãe da menina. 

A mãe de Irlaine, Iraneide, vivia com José Carlos e a filha há cerca de dois anos no bairro de Charnequinha, no Cabo, desde que se separou do pai de Irlaine. Parentes disseram que José Carlos era ex-presidiário, muito ciumento e que tentava afastar a menina do convívio com a família paterna. Ele teria desaparecido com a enteada depois que Iraneide comunicou que queria se separar dele. O sumiço ocorreu um dia depois de Iraneide ter pedido a separação. Eles teriam brigado e José Carlos tentou enforcá-la, mas foi impedido por amigos. Quando Iraneide acordou percebeu que a filha e o marido não estavam em casa.

O celular dela também havia sumido. “Na terça-feira à noite ele fez contato com Iraneide e disse que entregaria a menina na quarta-feira de manhã. Mas não apareceu. Na quinta, achamos o corpo dele enforcado numa ponte de Ribeirão”, disse o delegado do Cabo de Santo Agostinho Mamede Xavier.

Familiares afirmaram que não foi a primeira vez que ele sequestrou Maria Irlaine. “Uma vez ele foi para Santa Cruz do Capibaribe e ficou lá dois dias com ela”, relatou uma parente que pediu para não ser identificada. “Teve um dia que José Carlos sumiu com Lalá, mas trouxe no mesmo dia. Passou a tarde com ela no shopping, depois voltou. Faz tempo, foi logo no começo do relacionamento. Ele fez isso porque tinha brigado com a minha madrasta”, lembrou Naedja. Ela disse ainda que as brigas do casal aconteciam por ciúme. “Ele era muito ciumento. Não queria Iraneide com ninguém, com amiga, com vizinho, só era dentro de casa. Se ela ia pra cama, ele ia. Se ia pro sofá, ele ia atrás”, lembrou Naedja.

'Minha filha sofreu muito', diz pai

Bastante abalado, o pedreiro João Pereira da Silva contou que quando a filha Maria Irlaine o visitava, em Barra de Guabiraba, não queria mais voltar para casa, no Cabo, onde vivia com a mãe e o padrasto. Em entrevista à imprensa, no IML do Recife, nesse domingo (16) de manhã, ele disse que teve contato com a menina há cerca de seis meses.

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