INVESTIGAÇÃO

Operações da polícia miram fraudes em licitações e lavagem de dinheiro na Zona da Mata

Foram deflagradas duas operações nessa quarta-feira (7). Uma no município de Amaraji e outra em Gameleira

JC Online
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Publicado em 08/08/2019 às 17:58
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Foto: Edésio Lemos/ PCPE
Foram deflagradas duas operações nessa quarta-feira (7). Uma no município de Amaraji e outra em Gameleira - FOTO: Foto: Edésio Lemos/ PCPE
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A Polícia Civil desencadeou, nessa quarta-feira (7), duas operações que miram fraudes em licitações e lavagem de dinheiro nos municípios de Gameleira e Amaraji, ambos na Zona da Mata de Pernambuco. Segundo a delegada Isabela Veras, do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco), na Operação Carta Marcada, deflagrada em Gameleira, os suspeitos atuavam com a modalidade chamada de "pregão presencial" - que acontece quando as empresas são contratadas para prestar serviços de assessoria jurídica, técnica e contábil -. No entanto, foi constatado que tais empresas não possuíam contador e técnico contábil e que eram empresas fantasmas.

"Essas empresas atuaram até a deflagração da operação, quando os juízos decretaram a suspensão das atividades da empresa e proibição de contratar com o poder público para que não sejam lesionados ainda mais os cofres públicos", contou. Ainda de acordo com Isabela, até o momento foram contabilizados R$ 650 mil em contratos, além da lavagem de dinheiro, na qual o prejuízo ainda está indefinido.

Em Amaraji, a operação deflagrada foi chamada de Sequência Real. "Lá funcionavam dois esquemas distintos. Tanto na modalidade carta-convite, em que sempre uma mesma pessoa era consagrada como vencedora, no caso José Taveira de Souza, o advogado para prestar serviços de assessoria jurídica, e também no pregão presencial, beneficiando a empresa de Geraldo", explicou Isabela. A polícia apurou que Geraldo Gonçalves era o articulador das fraudes em licitações.

Foram cumpridos nove mandados de prisão, incluindo a ex-prefeita de Gameleira, e 20 de busca e apreensão durante as operações.

Esquema

A polícia ainda está investigando como funcionava todo o esquema e solicitou que a Justiça decretasse o bloqueio de bens e o bloqueio das contas judiciais para possibilitar o retorno do dinheiro aos cofres públicos.

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