TRÂNSITO

Lei seca mais forte no interior

A partir de agora, a operação será permanente na Zona da Mata, no Agreste e no Sertão e terá 77 profissionais todos os dias

Betânia Santana
Betânia Santana
Publicado em 01/11/2012 às 14:27
Wenyson Aubiérgio/JC Imagem
A partir de agora, a operação será permanente na Zona da Mata, no Agreste e no Sertão e terá 77 profissionais todos os dias - Wenyson Aubiérgio/JC Imagem
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A Operação Lei Seca será realizada de forma permanente no interior pernambucano. A partir de agora, o programa – que tenta coibir o uso de bebidas alcoólicas por motoristas que trafegam em vias públicas e rodovias da Zona da Mata, Agreste e Sertão – não será executado apenas em grandes eventos, como o São João e o Circuito do Frio. O lançamento dos novos moldes da operação ocorreu, nesta quarta-feira, em Caruaru, Agreste. Participarão da iniciativa Secretaria Estadual de Saúde, Detran e Polícia Militar.

Com a mudança no formato da operação, o governo vai gastar R$ 570 mil mensais. Serão três equipes, com 77 profissionais. Entre eles, 32 militares, 24 agentes do Detran e 21 técnicos da Saúde. Haverá a mobilização de três vans, três guinchos, quatro viaturas e quatro motos. A lei seca realizará bloqueios diários simultâneos, em vários os municípios, em horários variados, e todos os dias da semana.

Durante o lançamento da nova lei seca, o Estado apresentou estatísticas que comprovam a queda do número de mortes no trânsito em áreas de atuação do programa. Comparando o período em que houve lei seca no Sertão do Araripe, este ano, com as mesmas datas do ano passado, entre os dias 20 e 30 de janeiro, quando não houve a atuação das equipes, o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) registrou redução de 68% na taxa de mortes por acidentes. No ano passado, 16 pessoas faleceram. Este ano, cinco óbitos foram computados.

Em 2011, o número de mortes em acidentes no Estado, excluindo o Grande Recife, chegou a 1.422. Desse total, 619 tiveram envolvimento em colisões com motos. No ranking das cidades com o maior número de vítimas, ano passado, estão Petrolina, Caruaru e Araripina. Os municípios também lideram o ranking absoluto de óbitos por acidentes de moto. “Hoje, a população ganha a atuação permanente dessas equipes e o nosso comprometimento com a preservação da vida”, declarou o secretário de Saúde do Estado, Antônio Carlos Figueira.

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