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Sedentarismo pode acelerar o aparecimento de doenças

Especialistas afirmam que a prática de exercício físico é indutora de novos hábitos

Vanessa Araújo
Vanessa Araújo
Publicado em 25/05/2016 às 10:39
Foto: Divulgação
Especialistas afirmam que a prática de exercício físico é indutora de novos hábitos - FOTO: Foto: Divulgação
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O excesso de peso pode causar ou acelerar o surgimento de doenças como diabetes, hipertensão, cânceres de vários tipos, levando as pessoas à morte precoce. A relação de enfermidades que são associadas ao sobrepeso e obesidade pode ser consultada na página da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica na Internet. Para não sofrer de nenhum desses males, ou pelo menos, mantê-los sobre controle, o senso comum já incorporou e os médicos repetem: é fundamental realizar uma atividade física.

Não se trata apenas de uma questão estética, mas de uma mudança em todo o estilo de vida. Muitas pessoas procuram fazer exercícios com o objetivo de ficar mais magras, mas esse não deve ser o objetivo principal. O professor de Educação Física Roosevelt Menezes ressalta que a magreza é resultado da adoção de novos hábitos, que incluem dormir melhor, escolher alimentos saudáveis, gerenciar o estresse e, claro, praticar uma atividade física. “O que precisamos é buscar equilíbrio em tudo na vida”, diz.

Além disso, a decisão de praticar exercício físico é, segundo Menezes, por si só, indutora de novos hábitos ou, no mínimo, um estímulo para abandonar aqueles que fazem mal. “Se você parar de fumar, você para de fumar, o que é muito bom. Mas, em consequência, o máximo que pode acontecer é parar ou reduzir o café”, afirma Menezes. Para ele, quando a pessoa incorpora a rotina de exercícios, é natural que melhore a alimentação, reduza a bebida, durma mais cedo. “Depois de tanto esforço, suando na academia, a gente pensa duas vezes antes de comer o alimento industrializado e escolhe uma fruta ou outra opção natural”, garante.

Mexa-se

O principal desafio para fazer atividade física é começar. Apesar do apelo frequente de médicos e profissionais de saúde, campanhas públicas e etc, muitas pessoas ainda resistem. Um dos motivos para isso é a excessiva oferta de estímulos como TV, computadores e smartphones.

“Vida corrida, trânsito, facilidade de se comunicar com muitas pessoas”, exemplifica o coordenador do curso de Educação Física da Uninassau, Oswaldo Serejo. Mas ele tem uma abordagem contundente: “ou começa a se mexer ou morre”.

“O melhor estímulo muitas vezes é o medo”, afirma Serejo, apontando que é comum que as pessoas esperem engordar ou adoecer para adotar alguma medida de redução de danos. Por isso, alimentar-se bem, com escolhas saudáveis, também deve ser um hábito construído. Ele observa que a inclusão de exercícios físicos é muito comum entre os idosos. “Se você sair cedo, vai ver nos parques, ruas, beira-mar, pessoas idosas praticando exercícios. É um público que lota as áreas de lazer da cidade”, diz.

Existe uma diferença fundamental entre a motivação dos mais jovens e dos mais velhos na prática rotineira de atividade física. “Os mais jovens procuram o belo, com a ideia de emagrecer. Os mais velhos buscam melhorar a saúde”, esclarece Serejo. A opinião é compartilhada por Roosevelt Menezes, que diz que estar em movimento é estar vivo. “Todos os seres vivos estão se movendo, mesmo as plantas. A gente não vê, mas elas têm uma movimentação de fluidos e seiva, que mantem o organismo vivo”.

“A saúde e a vida futuras começaram, na verdade, ontem, quando você fez a opção de dormir mais cedo, no lugar de ficar até tarde olhando o celular”, alerta Menezes. E Serejo convida: “Nunca é tarde para começar a se exercitar”.

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